
O farol e os que ficam à espera
Enquanto os barcos estão no mar, a terra não dorme. Um ensaio fotográfico sobre as mulheres, as crianças e os faróis que guiam a volta para casa.
Mariano Silva
2026-08-011 min de leitura
O farol acende-se todas as noites. É a promessa de que o mar devolve quem parte.
O farol acende-se todas as noites. É a promessa de que o mar devolve quem parte. A sua luz não ilumina apenas as rochas — ilumina a esperança de quem fica.
À espera, a praia é um relógio de maré. As horas medem-se pelo vaivém da água, pelo movimento das sombras na areia, pela ansiedade que cresce e recua com cada onda.
Quando os barcos aparecem no horizonte, a praia acorda. Correm crianças, cães e esperanças. O regresso é sempre uma festa pequena, feita de silêncios e abraços apertados.
Há quem diga que o farol é inútil — que os pescadores conhecem o mar de cor. Mas o farol não é para os pescadores. É para os que ficam, para os que precisam de acreditar que há uma luz a guiar quem amamos.

O farol acende-se todas as noites. É a promessa de que o mar devolve quem parte.

À espera, a praia é um relógio de maré. As horas medem-se pelo vaivém da água.

Quando os barcos aparecem no horizonte, a praia acorda. Correm crianças, cães e esperanças.
Fotografias de Mariano Silva. Texto original de Mariano Silva para a rubrica «Histórias de um Pescador de Sonhos».