O Celacanto é um peixe pré-histórico que é considerado uma verdadeira relíquia viva. Foi encontrado pela primeira vez na costa de Moçambique em 1938, após ter sido considerado extinto por mais de 65 milhões de anos. Desde então, a sua descoberta tem fascinado biólogos e entusiastas da natureza em todo o mundo. Sua pele é coberta de escamas duras e protuberantes, e sua coloração é cinza-azulada, o que lhe permite camuflar-se nas profundezas do mar. Este peixe pré-histórico pode atingir até aproximadamente dois metros de comprimento e pesar cerca de cem quilos.
Uma das características mais curiosas do Celacanto é a sua habilidade de sobreviver a grandes profundidades, até 800 metros abaixo da superfície do mar. Isso porque possui órgãos especiais que o ajudam a regular a sua densidade corporal, permitindo-lhe flutuar à vontade nas profundezas do mar. Outra característica interessante do Celacanto é a sua estrutura óssea única. Ao contrário de outros peixes, o Celacanto não possui uma bexiga natatória, o que lhe dá uma vantagem na sobrevivência em águas profundas. Em vez disso, ele tem um conjunto de ossos especiais que funcionam como uma espécie de colete de mergulho, permitindo que flutue sem esforço, o que o ajuda a economizar energia.
Foi encontrado pela primeira vez na costa de Moçambique em 1938, após ter sido considerado extinto por mais de 65 milhões de anos.
Apesar da sua importância histórica e biológica, o Celacanto é considerado uma espécie rara e ameaçada. Devido à habilidade de sobreviver em grandes profundidades, é muito difícil estudá-lo, e pouco se sabe sobre a sua população e hábitos de vida. Além disso, a pesca excessiva, a degradação do habitat e a poluição têm contribuído para a diminuição dessa população em todo o mundo.
A descoberta do Celacanto em Moçambique foi um marco importante na história da biologia marinha, e, desde então, o país tem-se tornado um dos poucos lugares no mundo onde ele pode ser visto com alguma regularidade. A costa de Moçambique é um ambiente privilegiado para a observação do Celacanto devido à presença de corais e bancos de areia, locais onde o peixe costuma habitar.
Antes da descoberta de um exemplar vivo, acreditava-se que o celacanto era um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, dando origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos. Novas descobertas apontam que o genoma do Celacanto possui informações que podem ajudar a entender melhor a evolução dos tetrápodes.
