Sabias que, a 16 de Abril de 1992, ocorreu um dos maiores desastres ambientais da história de Moçambique? Nessa data, um petroleiro grego denominado Katina P, que transportava 66.700 toneladas de crude da Venezuela para os Emirados Árabes Unidos foi apanhado em ondas gigantescas ao largo de Moçambique. Dois tanques romperam, libertando 13.000 toneladas de crude. No dia seguinte, a tripulação encalhou o navio num banco de areia na Baía de Maputo, a 6 milhas da costa, e outras 3.500 toneladas foram derramadas no mar. Dias depois, a 26 do mesmo mês, a embarcação foi rebocada para o Canal de Moçambique, onde a carga deveria ser removida para outro petroleiro, mas, a cem milhas da costa de Moçambique, afundou-se, libertando todo o crude que restava a bordo.

Várias praias dentro e fora da baía de Maputo, estuários de rios e mangais foram atingidos pelos derrames, que causaram graves danos no ecossistema da região, provocando a morte de inúmeros peixes, aves e outros animais marinhos e prejudicando fortemente a pesca e o turismo, importantes actividades económicas da região.

Diz-se que o Katina P, mesmo antes do acidente, já estava assinalado para ser destruído por não se encontrar em condições de navegar. Se, por um lado, é essencial que as empresas que operam no sector marítimo implementem efectivamente medidas para prevenir acidentes como este, por outro lado, compete aos governos tomarem medidas para garantir que essas empresas cumpram as normas ambientais e se responsabilizem pela reparação de danos eventualmente causados.

O desastre ambiental do Katina P ressaltou a importância da protecção e preservação dos nossos ecossistemas costeiros, para nós e para as gerações futuras. A sustentabilidade ambiental é responsabilidade de todos, requerendo a colaboração de governos, empresas e indivíduos.