Inaugurou no passado mês de Março, no Espaço Cultural Xavier, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul, a exposição denominada DayDreamer, da artista plástica Nália Agostinho. Trata-se da sua primeira exposição internacional individual, sendo composta por sete telas feitas com base na técnica de acrílico sobre tela. As pinturas são abstractas e, na sua maioria, representam figuras femininas e o seu contacto com a natureza e o universo.


DayDreamer é um convite a  libertarmo-nos da prisão social,  lutarmos e conquistarmos  paulatinamente o nosso espaço –  Nália Agostinho

Para a autora, Nália Agostinho, DayDreamer ilustra uma sociedade em que as mulheres muitas vezes se encontram em situações em que se vêem encurraladas e forçadas a seguir padrões sociais que ameaçam a liberdade do seu ser a todos os níveis, tendo assim de se redimensionar para irem ao encontro de expectativas do papel social feminino pré-definido. DayDreamer é, de acordo com a artista, viver uma vida paralela e uma possibilidade de manter a chama acesa através da criação de duas personalidades (a real e a do sonhador) para poder lidar com os vários paradigmas sociais. “É um convite a libertarmo-nos da prisão social, lutarmos e conquistarmos paulatinamente o nosso espaço, a libertarmo-nos das correntes colocadas e da filosofia incutida.”


Sobre a artista
Nália das Dores R. J. Agostinho é uma artista contemporânea, nascida em 1990 em Maputo. A sua linha de inspiração e expressão são os retratos, nus  e abstractos inspirados no feminino. O seu amor pela arte teve início na infância, aos dois anos de idade, incentivada pelo falecido pai, um amante das artes e música. Em 2018 decidiu iniciar-se profissionalmente na pintura como modo de expressão, abraçando-a com paixão. Já teve participação em exposições colectivas e individuais, em Moçambique e além-fronteiras.