A Casa Manica surgiu há aproximadamente 3 anos, em Chimoio. Na altura, a mãe do fundador, Pedro Luís Chipoce, fora diagnosticada com diabetes do tipo 2, e ele viveu presencialmente toda a mudança de hábitos alimentares que foi necessária, depois de uma vida sem restrições. Em conversas com amigos, Pedro constatou que diversas pessoas que se encontravam na mesma situação da mãe consumiam, como forma de tratamento, mapira, mexoeira e malambe, que mandavam frequentemente vir de Chimoio para Maputo. Após inúmeras pesquisas, Pedro decidiu abrir o seu próprio negócio, procurando expandir a rede de acesso aos produtos no mercado da capital. A porta de entrada foi a farmácia da Associação Moçambicana de Diabéticos (AMODIA), onde inicialmente eram vendidos somente aos membros da Associação. Disponibilizavam apenas 3 produtos, e, mais do que vender, o objectivo era realmente permitir que as pessoas necessitadas lhes pudessem ter acesso.
Hoje a actividade consiste na produção de alimentos naturais saudáveis, processamento e distribuição, com enfoque especialmente em crianças, idosos e doentes crónicos. Os seus produtos mais vendidos são as farinhas de cenoura, milho amarelo, beterraba, soja, banana, açafrão e mel. Acreditam que o seu maior contributo para a sociedade moçambicana é causar real impacto na alimentação, ajudando na erradicação da desnutrição crónica.
Os produtos mais vendidos pela Casa Manica são as farinhas de cenoura, milho amarelo, beterraba, soja, banana, açafrão e mel
A Casa Manica tem participado em diversos eventos, como a Feira Internacional da APME e a Mozgrow, por exemplo. Consideram que a Feira Internacional de Maputo (FACIM) foi de grande importância, pois abriu portas e tornou-os mais conhecidos no mercado local. Assim como em muitos negócios, a pandemia da covid-19 afectou a empresa a vários níveis, não obstante tenha prosperado durante o período o mel, cujo mercado se expandiu bastante nessa fase.
Embora acompanhe a imersão digital nas diversas plataformas e redes sociais, este empreendimento considera ter um público cliente potencial que não adere às novas tecnologias, pelo que as suas vendas são feitas através dos dois canais: estabelecimentos físicos do mercado tradicional e o fórum digital. Os produtos podem ser encontrados em supermercados, mercearias, lojas gourmet e lojas de conveniência, ou ser adquiridos via web. Pretendem certificar os seus artigos e obter todos os requisitos necessários para que, a médio e longo prazo, possam ter as condições necessárias para penetrar noutros mercados além-fronteiras.
