Enquanto olha para a cadeia de valor dos clientes do Absa Bank Moçambique, Patrícia Darsam, Directora da Banca Corporativa e de Investimentos, conta-nos como é que o banco se destaca no mercado moçambicano ao oferecer soluções diferenciadas.
O tecido bancário moçambicano acolhe uma forte fatia de empresas que procuram investimento e soluções para o seu crescimento. Que papel procura ter o Absa nesta ambição?
Procuramos ser pioneiros no sector bancário em qualquer dos segmentos em que operamos. A verdade é que somos um banco que pensa local, mas com uma visão global, o que leva a que as nossas soluções sejam holísticas e acompanhem cada estágio do ciclo de vida das empresas que servimos. Acima de tudo, criamos soluções bancárias que potenciam o crescimento das empresas moçambicanas porque essa é a única forma de impulsionar um desenvolvimento sustentável da economia nacional.
A vossa instituição tem disponíveis opções de financiamento para os diferentes sectores? Quais são aqueles que constituem a vossa maior aposta?
Nós estamos focados nos principais sectores da economia, nomeadamente os de Agricultura, Recursos Naturais e Energia, Consumo, Infra-estruturas e Logística. Em todos estes sectores o foco no suporte à cadeia de valor é um diferenciador do qual nos orgulhamos. As soluções que apresentamos aos nossos clientes visam suportar as necessidades particulares de cada um destes sectores, sempre à procura de soluções dedicadas, seja de financiamento ou de banca transaccional.
“A nossa preocupação é estarmos perto do cliente, entender os seus desafios e necessidades, desenvolver e implementar soluções à medida. Essa é e será a nossa aposta, o nosso lema.”
A área da banca corporativa requer alguma atenção específica por parte do vosso grupo? Se sim, qual?
Sim, porque, além de estarmos a lidar com um segmento de clientes que pela dimensão e impacto na economia é bastante relevante e significativo, muitas destas empresas têm igualmente presença regional e internacional, o que obriga a um maior enfoque do grupo em suportar a equipa local visando sempre atingir os níveis de satisfação dos clientes e oferecendo soluções dedicadas. Qualquer segmento bancário tem a sua especificidade, e a banca corporativa e de investimento não é diferente. Adicionalmente, o grupo reconhece o potencial do nosso mercado e coloca ao nosso dispor especialistas não apenas com o intuito de nos apoiar na estruturação de algumas operações, como também para ajudar na partilha do risco e na implementação de soluções bancárias diferenciadas.
Como explica a relevância dos serviços financeiros para impulsionar a economia nacional e o desenvolvimento do País?
Os serviços financeiros são cruciais para o desenvolvimento de Moçambique porque são um alicerce socioeconómico. Se, por um lado, a literacia financeira permite inclusão financeira e acesso à banca e produtos bancários, por outro lado, e para o caso das empresas, os serviços financeiros possibilitam o crescimento e desenvolvimento dos negócios na medida em que permitem o acesso a financiamento e soluções bancárias necessários para fazer crescer o volume desses negócios. Permitem igualmente, às empresas locais, estarem visíveis nos circuitos internacionais, o que posiciona Moçambique e as suas empresas num patamar de competitividade mundial.
Na área de investimentos, quais são os elementos e mais-valias que vos destacam em relação à concorrência?
Acredito que a grande mais-valia do Absa Bank Moçambique é a personalização dos nossos serviços e o foco nas nossas pessoas. Colocamos os nossos clientes no centro de tudo o que fazemos. Nesse sentido, para além e estarmos atentos às suas necessidades, estamos totalmente disponíveis para os apoiar em todas as situações. Se uma empresa precisa de um especialista em determinada área, nós arranjamos; se precisa de determinada solução, nós apoiamo-la a desenvolvê-la. É assim que olhamos para cada um dos nossos clientes: como parceiros. Trazemos soluções customizadas em função das necessidades do cliente e orgulhamo-nos de ser um banco relacional com foco no cliente e no seu negócio.
A título mais pessoal, como olha a Patrícia Darsam para o mercado nacional actual?
Nos últimos anos, as economias nacional e mundial têm enfrentado desafios inesperados, primeiro com a Covid e, mais recentemente com o conflito Rússia-Ucrânia, o que tem impactado as diversas variáveis macroeconómicas, como a subida das taxas de juros e dos níveis de inflação, afectando dessa forma o crescimento económico. Moçambique, por ser um país emergente, tem não apenas estes desafios como também desafios internos que passam por uma dependência externa significativa, uma balança de pagamentos deficitária, um regime fiscal que requer reformas, o que impõe desafios ainda maiores ao crescimento e desenvolvimento económico. Porém, o nosso país apresenta igualmente grandes oportunidades, e não estou a olhar apenas para as oportunidades no sector de Petróleo e Gás, mas também para os restantes sectores, tais como agricultura, turismo, energia, etc. Com uma maior estabilidade macroeconómica, associada à retoma da confiança internacional, acredito que num futuro breve voltaremos a alcançar níveis de crescimento económico satisfatórios, abrindo assim oportunidades para os cidadãos e empresas moçambicanas prosperarem.
O mundo de negócios global começa a regressar à normalidade. Qual considera ser a fórmula adequada para que as nossas empresas nacionais possam acompanhar esta retoma económica?
Na realidade, e não obstante todos os desafios que enfrentámos nos últimos anos, nós mantivemo-nos perto dos nossos clientes, a trabalhar lado a lado e a apoiá-los nas suas mais diversas necessidades. A nossa postura manter-se-á, porém, dada a dinâmica do mundo actual, há necessidade de, igualmente, trazermos para debate e conhecimento temas que começam a ganhar bastante relevância, como os aspectos ligados à sustentabilidade ambiental, social e de governança, assim como questões associadas a riscos cibernéticos que podem afectar os nossos clientes. Como parceiro, a nossa função não passa somente por oferecer soluções financeiras aos nossos clientes, mas também por apoiá-los a tornarem-se entidades mais seguras e comprometidas com o crescimento sustentável.
O nosso país tem inúmeras potencialidades. Quais são as áreas em que as empresas moçambicanas poderão vir a oferecer mais-valias ao mercado internacional?
Além do evidente sector energético, é importante olhar para o turismo e para a agricultura como dois polos importantes de crescimento.
A banca tem vindo a desenvolver diversas soluções tecnológicas que facilitam o dia-a-dia do cidadão. Considera que a banca corporativa do Absa tem seguido esta tendência?
Sim, sem dúvida. E só desta forma é que faz sentido. As instituições bancárias existem para servir os cidadãos e as empresas nacionais e internacionais de forma que tenham uma estrutura sólida para crescer e enfrentar os vários desafios económicos. O mundo está a mudar muito depressa e temos a obrigação de ouvir o que o mercado nos diz, e não só responder às suas expectativas como também excedê-las.
Quanto ao futuro, quais são as perspectivas definidas pelo Banco para estas áreas nos próximos anos?
A tecnologia permite antecipar necessidades, analisar dados rapidamente e aumentar a eficiência na gestão e prestação dos serviços financeiros. E é nesse sentido que continuamos a investir em soluções digitais que facilitem o dia-a-dia dos nossos clientes individuais e empresas. Queremos criar comodidade, flexibilidade e ajudar a fazer crescer o negócio dos nossos clientes. A nossa preocupação é estarmos perto do cliente, entender os seus desafios e necessidades, desenvolver e implementar soluções à medida. Essa é e será a nossa aposta, o nosso lema.
