No coração de Maputo, sob os lustres imponentes do Hotel Polana, ergueu-se uma celebração que foi mais do que simbólica: foi um retrato vivo da transformação silenciosa que atravessa o universo da Comunicação, Marketing e Relações Públicas em Moçambique. Trinta mulheres foram distinguidas como as mais influentes do sector, na terceira edição do Workshop Mulheres na COMARP 2026, um evento guiado pelo lema “Quebrando barreiras, criando legado”.

A distinção não surgiu por acaso. Resulta de um olhar atento sobre o último ano, onde estas profissionais se destacaram pela ousadia dos seus projectos, pela inovação das suas estratégias e pela capacidade de moldar o ecossistema comunicacional do país. Num cenário em constante mutação, foram elas que conseguiram impor ideias, redefinir narrativas e reposicionar marcas, deixando uma marca clara no tecido empresarial e institucional.

Mais do que um prémio, o reconhecimento assume um significado estratégico. Espelha o peso crescente das mulheres nas organizações, onde a sua intervenção já não é periférica, mas central. São decisoras, criadoras de discurso e arquitectas de reputação, influenciando não apenas campanhas, mas também a forma como instituições inteiras se apresentam ao mundo.

O processo de selecção, revelou Vicente Sitoe, membro do júri, foi exigente e rigoroso. Entre cerca de 200 candidaturas, o critério não foi a longevidade na carreira nem a popularidade nas redes sociais, mas sim o impacto concreto das iniciativas apresentadas. “Avaliámos projectos reais, com نتائج mensuráveis no período em análise”, sublinhou, afastando qualquer lógica superficial de notoriedade.

Da análise emergiu uma lista diversa e representativa: Patricia Aquarelli, Dayse Correia, Cristine Ramela, Jónia Presado, Laila Chilemba, Eunice Andrade, Açucena Paul, Elisa Ribeiro, Elsa Matula, Gina Matapisse, Cláudia Chirindza, Vanda Langa, Tânia Oliveira, Elsie Pereira, Joana Prista, Rosa Morcene, Soraia Abdula, Alima Carballedo, Kátia Issufo, Felícia Nhama, Stélia Neta, Cláudia Manjate, Cátia de Sousa, Marta Mário, Ângela Semedo, Assucena Nhatsumbo, Anisia Sambo, Mirza Jamal, Laís Pereira e Ana Zara Fateally.

Por detrás de cada nome, há trajectórias de resiliência e criatividade, histórias que ajudam a redefinir os contornos de um sector ainda marcado por desafios de equidade e acesso a posições de liderança.

A COMARP, enquanto plataforma de ligação e crescimento profissional, reforça assim o seu papel não apenas como promotora de reconhecimento, mas como agente activo na valorização do talento feminino. Ao criar espaços de visibilidade e partilha, contribui para consolidar uma nova geração de líderes, capazes de influenciar o presente e projectar o futuro.

Esta distinção colectiva não encerra um ciclo. Pelo contrário, abre caminho para uma narrativa mais inclusiva e representativa, onde o talento feminino deixa de ser excepção para se afirmar como força estruturante de um sector em plena evolução.