Numa mostra de cooperação e desenvolvimento económico regional, os presidentes da Zâmbia e do Malawi, respectivamente Hakainde Hichilema e Lazarus Chakwera, classificam o corredor logístico de Nacala, localizado na província de Nampula, Moçambique, como um catalisador vital do desenvolvimento económico na região.

O porto de Nacala, fundamental na rota logística, foi alvo de extensas obras de reabilitação, expansão e modernização, que englobaram ampliação de cais, melhoramento das vias de acesso, edificação de subestações eléctricas e a aquisição de equipamento moderno para a manipulação de carga, numa iniciativa financiada pelo Japão, que concedeu um empréstimo no valor de 249 milhões de dólares americanos.

Com os olhos postos no incremento do comércio e melhoria da integração regional, foram assinados acordos tripartidos entre Moçambique, Malawi e Zâmbia, com destaque para o Acordo Institucional do Corredor de Desenvolvimento de Nacala e Acordos Rodoviário e Ferroviário. Todos estes documentos foram enquadrados sob a égide do projecto de Comércio e Conectividade da África Austral, actualmente em curso em Moçambique.

Na sua intervenção, Lazarus Chakwera, Presidente do Malawi, enfatizou a essencialidade do Porto de Nacala para a importação e exportação de vários produtos, dentre eles combustíveis, trigo e fertilizantes. A posição geográfica e infra-estrutural do corredor é tida como fundamental para a conectividade do Malawi, não só com os países vizinhos, mas com o mundo, realçando ainda que a estrutura potencia significativamente o crescimento económico na região da SADC. O líder malawiano evidenciou também a relevância do corredor para o escoamento eficaz de bens oriundos do Malawi, Zâmbia e região norte de Moçambique para várias partes do globo.

Chakwera exprimiu ainda a sua gratidão ao governo moçambicano, liderado pelo Presidente Filipe Nyusi, pela condução dos trabalhos de reabilitação e modernização da infra-estrutura, a qual, sublinhou, tem sido crucial para o transporte de bens que impulsionam a economia do Malawi há vários anos.

Por outro lado, o Malawi, que enfrenta um défice energético agudizado por alterações climáticas, solicita agora que o governo moçambicano acelere os projectos de energia previstos entre os dois países.

Hakainde Hichilema, Presidente da Zâmbia, por sua vez, destacou o papel vital que o corredor logístico desempenha nas trocas comerciais entre Moçambique, Zâmbia e Malawi, evidenciando que, com a modernização e ampliação do porto, este assumirá um papel fulcral no impulsionamento de projectos estruturantes para o desenvolvimento dos três países.

A reabilitação do porto é visível e importante para as nações, declarou Hichilema, pois passa a ter um papel fundamental nos projectos de desenvolvimento estrutural, potenciando, deste modo, um incremento nas operações de importação e exportação na região. O presidente zambiano realçou também que os processos de importação e exportação se tornarão mais eficientes e efectivos, o que certamente redundará em benefícios para as economias da região, à luz da imponência que o porto hoje ostenta.

Ambos os presidentes, unânimes na visão de integração e crescimento mútuo, reinauguraram com optimismo o porto de Nacala, reconhecendo nele uma peça-chave que, indubitavelmente, estimulará a actividade económica na região, criando sinergias para o desenvolvimento integrado e sustentável dos países envolvidos.