Nos primeiros quinze dias do recenseamento eleitoral em Moçambique, mais de 2,4 milhões de eleitores foram inscritos, atingindo 32% da meta de registo, que ronda os 7,7 milhões de eleitores. Este progresso significativo foi partilhado por Regina Matsinhe, porta-voz do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), evidenciando o empenho do país em fortalecer a participação democrática.
Apesar dos avanços, o processo enfrenta desafios, especialmente em áreas afectadas por incursões terroristas, como é o caso do distrito de Quissanga, em Cabo Delgado. O STAE trabalha arduamente para garantir o início seguro do recenseamento nesta região, já tendo conseguido estabelecer as condições necessárias no Ibo. Estes esforços procuram assegurar que todos os cidadãos moçambicanos, independentemente das adversidades, possam exercer o seu direito de voto.
Além dos desafios atrás referidos, condições climáticas adversas, nomeadamente chuvas intensas, condicionaram o recenseamento em algumas partes do país, desafiando a logística e o planeamento do STAE. A adaptação às circunstâncias tem sido uma constante no processo.
O recenseamento não se limita ao território nacional; estende-se também à diáspora moçambicana, com o arranque do recenseamento eleitoral dos moçambicanos residentes no estrangeiro. Estima-se que cerca de 2 milhões de eleitores serão inscritos fora do país, reforçando a inclusão de toda a população elegível no espectro eleitoral.
