A Noruega e Moçambique alargaram a sua colaboração existente na área de gestão oceânica, um passo marcante que foi solidificado com a assinatura de um memorando de entendimento. Este evento contou com a presença de Lídia de Fátima da Graça Cardoso, ministra moçambicana do Mar, Águas Interiores e Pescas, e a sua homóloga norueguesa, Anne Beathe Tvinnereim, ministra do Desenvolvimento Internacional.

O reconhecido navio de investigação Dr. Fridtjof Nansen, ancorado no porto de Maputo, serviu como cenário para esta cerimónia significativa. O navio, cujo nome é emblemático do programa de investigação marinha Nansen, tem estado activamente envolvido em pesquisas em Moçambique desde 1976, marcando a sua presença no país do sudeste africano doze vezes.

O programa em causa, intitulado "Apoio à Aplicação da Abordagem Ecossistémica à Gestão das Pescas considerando os Impactos Climáticos e de Poluição", surge como um esforço notável para promover a exploração sustentável dos recursos marinhos vivos e a conservação do ambiente marinho. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) coordena este projecto em estreita colaboração com o Instituto de Investigação Marinha (IMR) de Bergen, Noruega, e é financiado pela Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (Norad).

O recém-assinado memorando de entendimento sublinha a forte determinação em contribuir para um ambiente propício ao progresso social e económico sustentável. A ênfase dada à melhoria da segurança alimentar, nutrição e meios de subsistência através do aumento da produção e consumo de produtos aquáticos é destacada.

Esta parceria exemplar delineia a próxima fase da cooperação bilateral, alicerçada em quatro componentes principais: gestão marinha integrada, ambiente, investigação no domínio das pescas e da aquicultura, e estatísticas. No coração desta cooperação, está a criação do programa "Oceanos para o Desenvolvimento", com Moçambique a servir como país-piloto para o seu lançamento.

Este memorando não é apenas uma progressão natural, mas também uma reafirmação da cooperação contínua que existe desde os primeiros dias da independência de Moçambique, período durante o qual a Noruega tem contribuído de várias formas para reforçar a capacidade dos moçambicanos de gerir o seu oceano e os seus recursos.

A ministra Tvinnereim ecoou sentimentos semelhantes, sublinhando o estatuto de Moçambique e da Noruega como nações oceânicas. Ela destacou a importância dos oceanos para a segurança alimentar e o desenvolvimento económico sustentável, reforçando assim o compromisso da Noruega em construir uma economia oceânica sustentável. A ministra enfatizou a relevância mútua dos oceanos para ambos os países e o potencial que representam para fortalecer a segurança alimentar e promover o desenvolvimento económico sustentável. Este compromisso é um elemento central da cooperação norueguesa para o desenvolvimento, solidificando a visão conjunta de Moçambique e da Noruega para a gestão sustentável dos oceanos.