Em pleno século XXI, o mundo vive a era digital, e para muitos, as possibilidades parecem infinitas. No entanto, há ainda quem esteja à margem deste avanço, com barreiras que vão além do conhecimento – barreiras físicas, geográficas e socioeconómicas. É precisamente neste espaço que surge o Tablet Comunitário da startup tecnológica moçambicana Kameleon, um projecto que se propõe a fazer a diferença, a ser o game changer nas comunidades desfavorecidas.
A génese do empreendimento não poderia ser mais inspiradora. Nasce do reconhecimento de que as comunidades urbanas aprendem e crescem imenso com a integração na era digital. Com acesso à internet, tutoriais digitais, e-saúde e e-educação, o crescimento pessoal e socioeconómico é notável. No entanto, muitas comunidades sofrem a falta de infra-estruturas, electricidade e recursos humanos, barreiras que o Tablet Comunitário se compromete a ultrapassar, oferecendo essas mesmas oportunidades num formato realístico e acessível.
A Kameleon é composta por uma equipa de gestão, coordenação, pesquisa e controle de qualidade e o departamento técnico. Com cinco anos de experiência no mercado, trabalha com afinco para trazer o mundo digital a quem dele mais precisa.
O projecto desenvolve-se como um modelo de comunicação interactiva em zonas rurais e remotas, alcançando também centros de deslocados internos. Promove a educação cívica em formato digital, facilitando a interactividade e comunicações online remotas nas áreas de educação e saúde. Por meio do e-learning, o tablet comunitário almeja trazer conhecimento e oportunidades aos grupos mais desfavorecidos.
A pandemia de covid-19, apesar de todos os desafios, evidenciou a importância vital do projecto. Durante o período de confinamento, a única forma de comunicação, de educação e até de interacção governamental foi a virtual. Por meio do Tablet Comunitário, tornou-se possível que uma comunidade em zonas remotas interagisse com o governo a nível central através de videoconferências.
Embora o desafio de chegar a estas comunidades remotas persista, sobretudo devido à dificuldade de acesso, toda a equipa, determinada a chegar à "última milha", trabalha arduamente numa solução que permita alcançar ainda mais pessoas em menos tempo. Com patentes registadas e know-how comprovado, prepara-se para fazer o scale up e aumentar o impacto do seu projecto.
O mundo digital é essencial para o funcionamento do Kameleon. Sem o digital, nada anda. E o seu papel é precisamente esse: levar o digital à última milha, facilitando o acesso a serviços básicos e promovendo a inclusão digital. O futuro é promissor, com sede na província de Maputo, há planos para abrir outras sucursais nas outras províncias, expandindo assim o projecto.
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