A Linhas Aéreas de Moçambique, alberga uma força laboral de 753 indivíduos, trabalhadores que laboram dia após dia para manter a operacionalidade da sua frota de sete aeronaves. No entanto, a empresa sul-africana Fly Modern Ark, que administra actualmente a LAM, prevê uma correcção neste número. Conforme os planos em progresso, a optimização dos recursos humanos poderá significar a saída de alguns trabalhadores.

Os ventos de transformação sopraram no horizonte da transportadora estatal moçambicana, abrindo vias para uma nova época de oportunidades. Dentre os marcos desta nova fase está a reactivação da ligação aérea entre Maputo e Lisboa e a inauguração de novos horizontes de viagem, com destinos a pontos tão afastados e diversos como o Brasil, Índia, Dubai e China. A rota Maputo-Portugal será o ponto de arranque desta aventura, a ser seguida por outros destinos internacionais como São Paulo, Guanzhou, Bombaim e Dubai.

A Fly Modern Ark, proveniente da África do Sul, tomou as rédeas da LAM em Abril, trazendo consigo uma visão renovada e uma estratégia sólida para a recuperação da transportadora moçambicana. Um dos pilares deste plano ambicioso é a ampliação da frota, passo fundamental para a conquista dos novos destinos planeados.

Finalmente, a LAM pretende reforçar a sua presença em dois pontos estratégicos de Moçambique - a cidade da Beira, localizada no centro do país, e Nampula, ao norte. Ambas as cidades são consideradas 'hubs' essenciais para a conectividade do país e poderão desempenhar um papel crucial na expansão das operações da LAM. Neste novo cenário, Maputo deixará de ser o único centro de operações da companhia aérea.

Os gestores da companhia descartam a possibilidade de um incremento da dívida para financiar a expansão da frota. Em vez disso, a Fly Modern Ark e outros parceiros irão compartilhar os lucros gerados pelo aumento da actividade, equilibrando assim as finanças da empresa.