Moçambique prepara-se para assumir, a 14 de Julho, em Maputo, a presidência rotativa da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), numa cerimónia que decorrerá durante a 14.ª reunião da organização. O mandato, com duração de dois anos, será pautado por uma agenda clara: promover a paz e a inclusão no seio da comunidade lusófona.

A capital moçambicana receberá, entre os dias 14 e 15 de Julho, presidentes de parlamentos e representantes de alto nível dos Estados-membros da CPLP, num encontro que se inscreve num momento político significativo para o país anfitrião.

“O que nós levamos como bandeira é a paz e a inclusão que o nosso país sempre defende. Sabemos que estamos num momento em que está a decorrer um diálogo nacional inclusivo [após a agitação pós-eleitoral] e nós achamos que esta cultura do diálogo que vamos transmitir aos outros povos é uma bandeira que está a produzir os resultados necessários”, afirmou Feliz Silva, porta-voz da comissão permanente do parlamento moçambicano.

A escolha de Moçambique para liderar a AP-CPLP sucede à presidência da Guiné-Equatorial, cujo Senado, presidido por Teresa Efua Asangono, conduziu os trabalhos durante a 13.ª sessão ordinária, igualmente realizada em Maputo, em Julho de 2024, depois de o país ter alegado dificuldades logísticas para acolher o evento.

Com esta liderança, Maputo pretende projectar uma imagem de estabilidade e responsabilidade diplomática, reforçando o papel dos parlamentos no aprofundamento da cooperação política e social entre os países lusófonos.