Judas e o Messias Negro
Judas e o Messias Negro é um poderoso drama político biográfico que revisita o assassinato do activista Fred Hampton (representado por Daniel Kaluuya), na época muito influente no seio da comunidade negra. Era também líder do popular movimento Black Panthers, o mais importante colectivo negro dos Estados Unidos na década de 60. Hampton teve uma vida curta, porém bastante intensa, antes de ser abatido pela polícia de Chicago num violento raide à sua residência. Era bastante odiado por J. Edgar Hoover (Martin Sheen), director do FBI em funções, que não pretendia de forma alguma que o movimento ganhasse maior protagonismo. A determinada altura, a agência federal recruta Bill O’Neill (LaKeith Stanfield), um negro desconhecido, inserindo-o na organização como agente infiltrado, que se envolve num perigoso jogo duplo e acaba por ser a razão do título bíblico do filme. Se um é o messias negro, o outro é Judas, pela forma como trai o grupo e o seu líder.
Judas e o Messias Negro é um poderoso drama político biográfico que revisita o assassinato do activista Fred Hampton, na altura muito influente no seio da comunidade negra
Com o objectivo de mostrar ao público quem eram os Panteras Negras e que ideais que defendiam, o director, Shaka King, inicia a película utilizando gravações reais. Arrojada, esta produção faz bastantes referências a situações históricas do período que cobre e a algumas importantes figuras. Dispõe de notáveis performances de um elenco soberbo, uma excelente direcção de arte, boa fotografia e uma invejável banda sonora, ingredientes que contribuíram para que este filme arrecadasse diversos prémios internacionais, entre os quais os Óscares de Melhor Actor Secundário e Melhor Música Original na cerimónia de 2021.
