No Parque Nacional de Maputo, o número de elefantes, que há poucos anos se encontrava em declínio, recuperou significativamente, atingindo actualmente uma estimativa que ultrapassa os 500 indivíduos. Este aumento populacional está a provocar conflitos com as comunidades locais devido ao impacto negativo na vegetação e na sustentabilidade do habitat.

Miguel Gonçalves, o administrador do parque, situado a cerca de 70 quilómetros a sul da capital de Moçambique, explicou que estão a ser avaliadas várias soluções para controlar a população crescente de elefantes. Entre as opções consideradas estão a contracepção, para reduzir a taxa de natalidade, e a translocação de alguns indivíduos para outros parques ou áreas de conservação.

A ideia de utilizar contracepção está em fase de avaliação no terreno, com o intuito de obter dados mais precisos que permitam entender o investimento necessário para a implementação desta medida. Paralelamente, a equipa técnica está a rever os métodos de contagem da população de elefantes, uma vez que a estimativa actual excede a capacidade oficialmente registada no último censo.

O Parque Nacional de Maputo tem uma longa história com estes majestosos animais. Foi originalmente estabelecido como Reserva dos Elefantes de Maputo em 1932 para proteger uma subespécie que, na época, acreditava-se ser única. Apesar dos severos desafios enfrentados durante os 16 anos de guerra civil após a independência de Moçambique, os esforços de conservação e fiscalização ajudaram na recuperação da população de elefantes.

Além da contracepção e da translocação, as autoridades do parque também consideram a expansão das áreas de conservação comunitária. Isso não só ajudaria a aliviar a pressão sobre o parque causada pelo excesso de elefantes mas também proporcionaria benefícios directos às comunidades locais, através da conservação comunitária.