Num clima de desassossego, tanto passageiros como operadores de transportes públicos, as célebres "Chapas", encaram com apreensão o possível encarecimento das tarifas, em resultado do aumento considerável do preço do gasóleo. Este combustível, pilar fundamental do transporte semi-colectivo, tem visto o seu valor subir, causando uma perturbação generalizada. Especialistas concordam que um acréscimo nas tarifas será incontornável para equilibrar os encargos operacionais.
A subida do preço do gasóleo tem causado agitação em Maputo, afectando passageiros e operadores de transporte transporte semi-colectivo. Economistas antecipam um crescimento no custo de vida, dada a expectável subida das tarifas de transporte.
Os operadores de transporte semi-colectivo exprimem o seu descontentamento face ao aumento do preço do gasóleo, manifestando frustração e desespero. A ARENE, Autoridade Reguladora de Energia, assegura que a subida do preço do gasóleo não interferirá no sector, mas o economista Rui Mate contesta, prevendo impactos inevitáveis, uma vez que a maioria dos transportes públicos depende deste combustível.
A ARENE conta com a compensação governamental para os operadores de transporte, mas Rui Mate alerta para a ineficácia deste sistema, dada a demora na atribuição de fundos, prevendo uma redução das rotas e a paralisação das actividades. Mate questiona ainda a justificação dada para o aumento do preço do gasóleo - o alegado aumento dos custos de importação, argumento que considera mal fundamentado. Os cidadãos, que dependem dos transportes públicos, estão profundamente preocupados, sem saber como vão lidar com o aumento do preço do combustível.
