A Electricidade de Moçambique (EDM) está a intensificar esforços para garantir que vários postos fronteiriços da província de Tete, no centro do país, deixem de depender da electricidade fornecida por nações vizinhas, como o Zimbabué e o Maláui.

Segundo Sílvio Nurmomad, director de Electrificação e Projectos da EDM, estão incluídos neste plano os postos fronteiriços de Cuchamano, no distrito de Changara, actualmente abastecido pelo Zimbabué, e os de Calómué e Lisulo, no distrito de Angónia, que recebem energia do Maláui.

Além destes, há outras localidades fronteiriças que consomem electricidade do exterior, incluindo Biribiri e Tsangano, também abastecidos pelo Maláui, e Cassacatiza, Chifunde e Zumbo, que dependem da rede da Zâmbia.

“A expansão da rede nacional para estas zonas é uma prioridade da EDM, mas há desafios que exigem adaptações ao longo do processo”, explicou Nurmomad, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM). O projecto insere-se num plano mais amplo da empresa estatal para melhorar o fornecimento de electricidade em Tete e fortalecer a infra-estrutura energética do país.