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Na província de Niassa, em Moçambique, está em curso a organização de uma campanha ambiciosa de distribuição gratuita de redes mosquiteiras com o intuito de diminuir o alarmante índice de malária na região. No ano de 2022, a doença resultou na morte de 160 pessoas, um aumento significativo em relação às 103 vítimas fatais registadas em 2021.
A governadora da província, Elina Judite Massangele, afirmou que o objectivo da campanha é retirar Niassa da lista das áreas moçambicanas com maior incidência de malária. A iniciativa espera alcançar 90% dos aproximadamente dois milhões de habitantes da província.
Para atingir essa meta ambiciosa, Elina Judite Massangele convoca todos os actores sociais a colaborar neste esforço conjunto. Governos distritais, líderes comunitários, educadores, personalidades influentes, pais e encarregados de educação, parceiros de cooperação e meios de comunicação são encorajados a participar na divulgação e discussão em massa das redes mosquiteiras.
No último ano, Niassa enfrentou uma taxa de prevalência de malária de 46,6%. A província registou um total de 719.562 casos da doença em 2022, um número preocupante que evidencia a necessidade urgente de medidas eficazes de combate a este flagelo.
