A província de Cabo Delgado vê as suas actividades económicas ainda constrangidas em virtude dos constantes ataques terroristas. Contudo, o embaixador francês em Moçambique aponta para avanços significativos na região, especialmente no que toca ao retorno das comunidades locais aos seus lugares de origem.
Yann Pradeau, embaixador francês em Moçambique, fez uma referência à situação vigente na região norte do país. O diplomata evocou a realidade da província nortenha moçambicana, dotada de vastos recursos naturais, que tem vindo a enfrentar a ameaça do terrorismo desde Outubro de 2017.
Segundo o embaixador, a situação em Cabo Delgado tem sido desafiadora. No entanto, Pradeau nota que estão a ser alcançados progressos na província. Este progresso é fruto do esforço considerável do Estado, através das suas forças de segurança – as forças SAMIM e as forças armadas ruandesas. Este dispositivo de segurança tem permitido, gradualmente, restabelecer um ambiente de maior segurança em Cabo Delgado. Estas afirmações surgem num momento em que existem dúvidas acerca do regresso da companhia petrolífera francesa Total, que se retirou do projecto de gás na sequência do ataque ao distrito de Palma em 2021.
O diplomata francês reforçou ainda a continuidade dos esforços para melhorar a situação em Cabo Delgado. Pradeau falou durante uma cerimónia que marcou a conclusão de uma formação sobre direitos humanos internacionais em zonas de conflito, destinada a 50 indivíduos. O evento também foi uma oportunidade para a França prestar homenagem à revista feminina MANAS, em reconhecimento à sua contribuição na defesa dos direitos das mulheres e meninas em Cabo Delgado
