Cinema 35mm
Vais morrer aos 20 anos

À procura de uma bênção no dia da cerimónia de nascimento do seu filho primogénito, Sakina (Islam Mubarak) recebe uma maldição, devido a discórdias familiares que ocorreram no passado. O ancião da aldeia profetiza que seu filho, Muzamil (interpretado, primeiro, por Moatasem Rashed e, depois, quando adolescente, por Mustafa Shehata), morreria quando completasse 20 anos de idade. O pai de Muzamil, um homem problemático, fica bastante indignado, não suporta a maldição e acaba por criar conflitos com a esposa e romper o vínculo familiar.

Marcando o regresso do Sudão ao cinema, "Vais morrer aos 20 anos"  foi exibido em vários festivais internacionais de renome

Crescendo apenas com a mãe e sob o constante espectro da morte, Muzamil dá um enorme valor à vida, ficando cada vez mais curioso sobre o que significa viver intensamente, muitas vezes até para além dos limites. Encorajada pelos outros aldeãos, Sakina incentiva o seu filho a viver o dia-a-dia e a absorver o máximo de conhecimento na escola e na religião, de forma a poder encontrar uma possível solução para a terrível maldição de que foi alvo. Nessa atribulada jornada, Muzamil faz amigos e inimigos, encontra o amor e muitas outras tentações, embora o que realmente procure seja uma oportunidade para poder ter um futuro.

Esta longa-metragem é um marco na cena cinematográfica do Sudão, um país martirizado pela guerra que esteve praticamente sem cinema por 30 anos, mas com muitas histórias por contar. Um conto perfeito que representa a bela cultura desta região do nordeste de África, seus costumes, crenças religiosas e estilo de vida

A película é uma co-produção Sudão, França, Noruega, Alemanha e Egipto, contando com a assinatura do cineasta e roteirista Amjad Abu Alala. Entrou numa das edições do Festival de Veneza, onde ganhou o Leão do Futuro, distinção para o melhor primeiro filme. Foi também exibido no Toronto International Film Festival, entre outros festivais internacionais de renome.