Depois de, há algumas edições, termos acompanhado a visita das delegações moçambicana e sul-africana ao Reino de ESwatini no âmbito do projecto Triland, foi agora a vez de Moçambique receber os parceiros regionais, reforçando o compromisso conjunto pelo desenvolvimento de um turismo integrado na África Austral. Durante três dias, a cidade de Maputo acolheu um vasto programa de actividades que combinou visitas técnicas, acções promocionais, eventos de networking e encontros institucionais de elevado nível.
O programa teve como objectivo central o aprofundamento das estratégias de cooperação entre os três países para a promoção da região como destino turístico diversificado, competitivo e sustentável. Entre os vários momentos marcantes, destacou-se um encontro de negócios que contou com a presença de representantes dos respectivos governos, empresários do sector turístico e outros actores-chave da indústria.
Triland é uma iniciativa que tem vindo a ser construída ao longo de vários anos e que reflecte uma visão comum: a de transformar as fronteiras em pontos de ligação, e a diversidade cultural e ambiental em trunfos partilhados. O Secretário de Estado do Turismo de Moçambique, Fredson Bacar, foi claro ao afirmar que esta cooperação vai além das formalidades diplomáticas. “Estamos reunidos não como três nações isoladas, mas como uma entidade coesa – Triland – que promove experiências autênticas, interliga destinos e gera valor para os nossos povos”, destacou. “O verdadeiro turismo faz-se no terreno. O papel dos governos é o de criar condições, mas cabe ao sector privado transformar ideias em experiências concretas, em postos de trabalho e em rendimento para as comunidades”, reforçou.
O programa em Maputo permitiu que os participantes conhecessem de perto as potencialidades do destino Moçambique, promovendo a partilha de boas práticas, o estabelecimento de parcerias e o debate sobre os desafios comuns enfrentados pelos três países. Entre os principais temas abordados estiveram a necessidade de facilitar os processos de travessia de fronteiras, a criação de percursos turísticos integrados, a valorização do património partilhado e a inclusão das comunidades locais nos benefícios gerados pelo turismo.
Richard Baulene, director-geral do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), reforçou o papel estratégico deste tipo de encontros no fortalecimento da cooperação regional. Sublinhou ainda que está em análise a possibilidade de se alargar a iniciativa a outros países da África Austral, criando uma rede mais abrangente de destinos interligados.
A realização desta iniciativa no nosso país constitui, assim, mais um passo firme na consolidação de uma rota turística integrada e inovadora, que propõe aos viajantes uma viagem por três países, múltiplas culturas e infinitas paisagens.
