A província sul-africana de Mpumalanga acolheu o encerramento de uma rota iniciada em Eswatini e continuada em Moçambique, desenhada para reforçar a cooperação turística entre três países com patrimónios distintos e interesses convergentes. Durante três dias, operadores turísticos, representantes governamentais e jornalistas partilharam experiências e consolidaram ligações regionais no quadro do Triland, uma iniciativa que aposta no turismo como motor de desenvolvimento e integração.

Sob coordenação do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), Moçambique participou activamente nesta etapa final. O encontro serviu para estreitar contactos, alargar perspectivas e promover pacotes turísticos articulados entre os três países.

À chegada, Ntwanano Mtungwa, CEO da Mpumalanga Tourism and Parks Agency, deu as boas-vindas à comitiva, destacando a importância da iniciativa para a integração regional: “Que nestes três dias explorem o máximo a nossa província e a programação que foi organizada cuidadosamente para tornar o Triland um projecto de verdadeira integração turística.”

A agenda combinou actividades ao ar livre — passeios a cavalo, safaris de moto, tiro ao alvo e provas de vinho — com espaços de diálogo entre profissionais do sector. O cenário montanhoso e o ambiente descontraído estimularam o surgimento de novas parcerias e reflexões sobre sustentabilidade, turismo comunitário e integração de produtos culturais.
Para Gisela Malauene, Directora Nacional-Adjunta do Turismo de Moçambique, o Triland reforça o conhecimento dos operadores sobre os destinos vizinhos, incentivando a criação de propostas mais sólidas e diversificadas. Já Vusi Dlamini, CEO da Autoridade do Turismo de Eswatini, frisou o impacto prático da iniciativa no trabalho dos operadores, agora mais preparados para desenhar pacotes com conhecimento profundo da região.

Ao longo da viagem, consolidaram-se redes de contacto, alinharam-se estratégias e lançaram-se bases para colaborações futuras. Mais do que uma visita, Mpumalanga representou o culminar de um esforço regional para posicionar Eswatini, Moçambique e África do Sul como um destino turístico coeso e competitivo.

Com este ciclo concluído, o Triland afirma-se como plataforma de convergência entre os três países, promovendo uma oferta conjunta assente na autenticidade, sustentabilidade e visão partilhada. A África Austral avança, assim, com passo firme rumo a uma presença mais forte no panorama turístico internacional.