A decisão foi tomada discretamente, mas o seu alcance pode vir a fazer-se sentir de forma ampla no tecido institucional e empresarial moçambicano. O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos aprovou recentemente a criação da Associação Moçambicana de Comunicação e Marketing (ACM), num passo que representa mais do que uma formalidade administrativa: assinala o reconhecimento de uma área com peso crescente na economia, na reputação das organizações e na forma como o país comunica o seu valor e o seu potencial.

A formalização da ACM surge num momento em que o marketing e a comunicação estratégica deixaram de ser vistos como funções acessórias para passarem a ocupar um lugar central na afirmação de instituições, empresas e projectos. Ao reforçar o enquadramento dos profissionais, empresas e organizações que actuam neste universo, a nova associação procura consolidar um espaço de representação e valorização de um sector chamado, cada vez mais, a construir posicionamento, credibilidade e valor no mercado.

Num cenário em que a competitividade das instituições depende, em larga medida, da clareza da mensagem que transmitem, da consistência da sua presença pública e da capacidade de estabelecer relações de confiança com os seus públicos, a Associação Moçambicana de Comunicação e Marketing nasce com um propósito definido: promover qualidade, ética, conhecimento, capacitação e inovação.

Mas a ambição da ACM não se esgota nesse objectivo. A associação pretende também contribuir para uma articulação mais sólida entre os vários intervenientes da área, estimular a partilha de experiências e fomentar uma cultura profissional assente em boas práticas, visão estratégica e actualização permanente. No centro dessa missão está igualmente a valorização dos profissionais e das empresas que, muitas vezes nos bastidores, ajudam a fortalecer marcas, reputações e projectos com impacto económico e social.

A nova associação nasce ainda com a intenção clara de afirmar o papel estratégico do marketing e da comunicação no desenvolvimento do país. O entendimento subjacente é directo: estas áreas são instrumentos essenciais para o crescimento das organizações, para a atracção de investimento, para a promoção de produtos e serviços e para a projecção de Moçambique num ambiente cada vez mais exigente, competitivo e interligado.

Com a sua criação formal, abre-se agora uma nova etapa. Uma etapa que poderá oferecer melhores condições para a cooperação entre actores do sector, para a sua representação institucional e para a consolidação de uma agenda orientada para a excelência, a criatividade e a relevância. Em pano de fundo, fica a ideia de que comunicar bem, hoje, já não é apenas uma vantagem. É uma necessidade estratégica.