A África do Sul procedeu à deportação de 418 cidadãos moçambicanos, alegadamente envolvidos em práticas ilegais, como a violação da fronteira, permanência clandestina e, em alguns casos, assaltos a propriedades. A informação foi confirmada por Carmen Mazanga, porta-voz do comando conjunto do serviço migratório que opera na fronteira de Ressano Garcia.

“As instituições envolvidas neste processo são o Senami [Serviço Nacional de Migração], a polícia de fronteiras, o Sernic [Serviço Nacional de Investigação Criminal] e a PRM [Polícia da República de Moçambique], que trabalham em coordenação para garantir a triagem e encaminhamento dos repatriados”, afirmou Mazanga, citada pela comunicação social.

Segundo a responsável, o grupo foi expulso na passada Sexta-feira, sendo maioritariamente composto por indivíduos sem qualquer tipo de documentação válida, como passaportes ou vistos de residência.

“Estamos também a desenvolver acções de sensibilização junto dos nossos concidadãos, apelando ao regresso aos seus locais de origem e ao cumprimento da legalidade migratória”, acrescentou a porta-voz.

Os números revelam uma tendência crescente: só em Dezembro do ano passado, as autoridades moçambicanas reportaram o repatriamento de cerca de 10.500 moçambicanos, provenientes da África do Sul por motivos de imigração ilegal – uma subida de 22% em comparação com os dados de 2024.