A reputada firma Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) tem enfrentado nos últimos cinco meses, na região central do país, um grave flagelo que lhe tem custado para além de 20 milhões de meticais. Este estrago financeiro deve-se à pilhagem e ao acto destrutivo dos seus equipamentos, o que levou a companhia a partilhar publicamente a situação.
Luís Gamboa, encarregado pela segurança e saúde da CFM na região centro, asseverou que os actos de pilhagem e vandalização do material ferroviário atingiram sobretudo os carris, travessas metálicas, balastro e bombas de engate. A confirmação de suas palavras veio quando se descobriu material ferroviário roubado em uma empresa, já sem licença de actividade, pertencente a um cidadão de origem chinesa, na província de Sofala. Este incidente revelou a frequência com que os equipamentos da empresa têm sido subtraídos.
A empresa referida por Gamboa já havia sido privada da sua licença de funcionamento anteriormente, devido a registos de casos semelhantes. Diante deste cenário, a administração da justiça foi conclamada para auxiliar no combate a estes crimes.
Outro evento surpreendente ocorreu numa empresa produtora de aço, onde se descobriu equipamento ferroviário pilhado num percurso entre a cidade da Beira e o Zimbabué.
No ano transacto de 2021, a CFM contabilizou prejuízos da ordem dos 60 milhões de meticais na região central, por causa do roubo e vandalização do material ferroviário. Uma situação alarmante que reitera a urgência de medidas de segurança mais eficazes para a preservação da infra-estrutura ferroviária.
