Dois talentos entrelaçam as suas vozes neste conjunto, explorando temas que ressoam com a vibração e os desafios da vida contemporânea em Moçambique. Com habilidades e sensibilidades únicas, convidam o leitor a uma jornada literária que não pretende apenas entreter, mas também provocar reflexão e diálogo. Pensamentos da Madrugada — para extrair o que revoluciona por dentro. Nas caminhadas pelas noites, pautadas por aflições e amarros, nasceram as palavras do poeta de rua Yud da Costa. Pelos becos e caminhos do dia, surgiu a poeta Jéssica Mesquita. Juntos, fazem esta obra que aqui apresentamos: dois poetas moçambicanos em conversa. Para o vosso saborear e prazer. "Dualogo - Conversas a Dois" é uma marca no intercâmbio entre dois apaixonados pela escrita e pela troca de significados surgidos da palavra. O convite é o de criar em diálogo, de conversar através de obras. Assim nasceu neste primeiro livro e o que nos espera na próxima publicação.

Yud Mauro da Costa – “Embora a cerimónia oficial de lançamento ainda não tenha acontecido, o livro já se encontra disponível, e isso, por si só, tem um significado profundo para mim. Ver esta obra ganhar forma e chegar às mãos dos leitores representa a realização de um processo íntimo e intenso, iniciado a partir de conversas, emoções e vivências partilhadas. O lançamento marca o início de uma nova fase, a da partilha pública de algo que, por muito tempo, viveu apenas dentro de mim. É um acto de coragem, de entrega e, acima de tudo, de conexão com quem se permitir ler-me.”

Jéssica Fortes Mesquita – “Arte é uma coisa muito íntima, mas que ao mesmo tempo, no fim, não nos pertence propriamente. Criar significados com a beleza e poder das palavras é uma forma de fazer arte que tem a capacidade de tocar, curar e dar voz. Uma simples brincadeira de palavras pode revelar sentimentos e pensamentos que antes não tínhamos como expressar, pode criar pontes pelas quais muitos mais do que só nós podemos atravessar. Ter alguns poemas meus num livro que oferecemos ao mundo é um grande presente e poder me expressar na minha língua materna é uma honra da qual desfruto. Ao exercitarmos a nossa voz também damos voz a quem partilha caminhos e identidades similares às nossas. Foi um pouco desse aspecto de partilhar algo em comum que me levou a continuar uma conversa, que ainda hoje perdura, com o Yud. É com grande prazer e gozo que partilho um pouco de mim com ele e vejo que nossas conversas ganham asas em coisas a dizer. E agora é convosco que também fazemos essa partilha. Khanimambo.”