Este local irá oferecer programas de treinamento profissional nas áreas de electricidade, carpintaria, construção civil, canalização, gestão de recursos humanos, administração de empresas e cozinha.
A passada quinta-feira foi dia de celebração em Moçambique, mais precisamente na cidade de Pemba, situada na província de Cabo Delgado. Foi o dia escolhido para a inauguração de um centro de emprego e uma incubadora para jovens. Esta iniciativa contou com o suporte de Portugal.
A incubadora irá proporcionar uma panóplia de cursos de treinamento profissional em diversas áreas, nomeadamente, electricidade, carpintaria, construção civil, canalização, recursos humanos, administração de empresas e culinária. Tem como objectivo proporcionar um ambiente que estimule a criação de projectos de negócios pelos beneficiários, com a finalidade de promover o auto-emprego.
Osvaldo Petersburgo, Secretário de Estado da Juventude e Emprego de Moçambique, expressou a sua opinião de que esta iniciativa irá alargar o espectro de oportunidades de formação técnico-profissional para os jovens de Cabo Delgado. Esta é uma província onde o desemprego tem sido considerado um dos factores que favorece o recrutamento de jovens para grupos armados que operam na região. Petersburgo incitou os responsáveis pelo centro e pela incubadora a tirar o máximo partido da infra-estrutura existente, assegurando uma formação de qualidade superior aos seus formandos.
Por outro lado, Patrícia Pincarilho, representante da embaixada de Portugal em Moçambique, apontou a criação de oportunidades de emprego para a juventude de Cabo Delgado como uma das principais vantagens que se espera alcançar com a inauguração deste centro e incubadora.
Salientou também a relevância da formação em competências profissionais que permitam aos beneficiários participar de forma activa na cadeia de valor relacionada com a exploração e produção de gás natural na bacia do Rovuma, localizada na província de Cabo Delgado.
Esta região tem sido palco de uma insurgência armada há cinco anos, com vários ataques sendo reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
Esta situação tem exigido uma resposta militar desde Julho de 2021, com o apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que conseguiram libertar distritos próximos de projectos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.
O conflito já resultou em um milhão de deslocados, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e aproximadamente 4000 mortes, de acordo com o projecto de registo de conflitos, ACLED.
