As cotações do ouro voltaram a bater recordes esta terça-feira, impulsionadas por uma onda de aversão ao risco que domina os mercados internacionais. O clima de incerteza intensificou-se após a polémica decisão do Supremo Tribunal do Colorado, que excluiu Donald Trump das primárias republicanas naquele estado — medida que será analisada ainda esta semana pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos.
O metal precioso, tradicional refúgio dos investidores em tempos de turbulência geopolítica ou económica, subiu 0,6% e atingiu os 2.050,07 dólares por onça, o valor mais elevado desde 27 de Dezembro. A recente escalada nos preços reflecte um movimento global de fuga para activos considerados seguros, num contexto em que o futuro político norte-americano parece cada vez mais volátil.
O índice dólar, que mede o valor da moeda norte-americana face a uma cesta de outras divisas fortes, manteve-se praticamente estável, situando-se nos 103,3 pontos. Esta estabilidade relativa não impediu, no entanto, o fortalecimento do ouro, que também tem beneficiado da expectativa generalizada de que a Reserva Federal (Fed) poderá começar a cortar as taxas de juro já em Março.
Do outro lado do Atlântico, os mercados europeus abriram no vermelho. O índice Stoxx 600 recuou 0,8%, enquanto o alemão DAX caiu 0,9% e o francês CAC 40 desvalorizou 0,8%. A instabilidade política nos Estados Unidos, associada a uma possível reconfiguração da corrida presidencial, está a contaminar o sentimento dos investidores a nível global.
Por seu lado, o petróleo também registou uma ligeira valorização. O Brent do Mar do Norte, referência para a Europa, subiu 0,2% para 80,14 dólares por barril. Esta subida modesta reflecte as preocupações contínuas com a oferta global, sobretudo no Médio Oriente, região onde tensões militares persistem.
