O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, foi confirmado como candidato do maior partido da oposição às eleições presidenciais de 9 de Outubro. Esta decisão foi tomada por unanimidade durante o congresso do partido, conforme anunciou o porta-voz José Manteigas.

Detalhes da Eleição Interna
O congresso da Renamo, realizado em Alto Molócuè, província da Zambézia, reelegeu Ossufo Momade como líder do partido, obtendo 57% dos votos. Dos 710 elementos inscritos para votar, 674 expressaram o seu voto, com 382 votos a favor de Momade. Elias Dhlakama, irmão do falecido líder histórico Afonso Dhlakama, obteve 147 votos, enquanto Ivone Soares, deputada e primeira mulher a concorrer à liderança da Renamo, recolheu 78 votos.

Ossufo Momade já tinha sido candidato presidencial nas eleições de 2019, onde ficou em segundo lugar com 21,88% dos votos, enquanto Filipe Nyusi foi reeleito com 73%.

Compromisso de Unidade
Após a proclamação dos resultados, Momade apelou à união dentro do partido, afirmando que pretende trabalhar com todos os membros e candidatos, enfatizando a necessidade de cooperação e democracia interna. Ele sublinhou que "ninguém pode ficar de fora" e que todos devem trabalhar juntos para o fortalecimento do partido.

Controvérsia e Exclusões
O congresso também foi marcado pela exclusão de Venâncio Mondlane, que tinha apresentado uma candidatura à liderança, mas foi desqualificado por não cumprir os requisitos estabelecidos pelos órgãos do partido. Mondlane tentou recorrer aos tribunais para reverter a decisão, mas a sua candidatura não foi readmitida