Em Moçambique, está em progresso a preparação para as próximas eleições autárquicas, agendadas para 11 de Outubro de 2023. Até à data, 26 partidos, coligações e grupos de cidadãos formalizaram a sua inscrição no escrutínio.
O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), bispo anglicano Carlos Matsinhe, mostrou-se animado com o progresso e optimista quanto ao futuro do processo, num encontro recente com o Presidente da República, Filipe Nyusi, em Maputo.
O período de apresentação de candidaturas para as eleições de Outubro começou em 20 de Julho e vai até 11 de Agosto. A CNE tem-se mostrado confiante de que o processo continuará sem contratempos e que chegará a uma conclusão satisfatória.
Segundo informações da CNE, mais de 8,7 milhões de eleitores moçambicanos estão registados para votar, um número abaixo da projecção inicial de 9,8 milhões. Nas próximas eleições autárquicas, os eleitores escolherão 65 novos autarcas, incluindo em 12 novas autarquias que se juntarão às 53 já existentes.
Em comparação com as eleições autárquicas de 2018, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) venceu em 44 das 53 autarquias, enquanto a oposição venceu em apenas nove.
A CNE divulgou também que o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) conduziu o Recenseamento Eleitoral de Raiz de 2023 em todos os distritos com autarquias locais entre 20 de Abril e 03 de Junho. Foi comunicado que o número total de eleitores inscritos nas autarquias locais é de 8.723.805, o que corresponde a uma realização de 88,32% em relação à projecção de 9.877.929 eleitores.
Para as eleições de Outubro, o número total de membros a serem eleitos, incluindo para as assembleias municipais e variando de acordo com o número de eleitores inscritos em cada município, será de 1.747.
O processo de recenseamento decorreu em todos os distritos com autarquias locais, tendo implicado a instalação de 4.292 postos de recenseamento eleitoral, servidos por 3.192 brigadas, 2.165 das quais fixas e 1.019 móveis.
A informação sobre o total de 12,9 milhões de eleitores inscritos em 2019, que correspondiam a pouco mais de 91% da meta inicial, foi também referida, assim como a meta de 14 milhões de votantes para as eleições autárquicas de 2018 e presidenciais de 2019.
