No passado dia 5 de Julho, o emblemático Hotel Cardoso, em Maputo, foi palco da primeira edição do Néctar – Festival da Cultura do Vinho, evento que reuniu amantes do vinho, produtores, sommeliers, instituições de ensino e público em geral, num ambiente de celebração, aprendizagem e descoberta.
Organizado pelo Connoisseur Prestige Club, A Malta do Vinho e a Revista Xonguila, o Néctar contou com o apoio do Ministério da Economia, do INATUR, da Escola Portuguesa de Moçambique, e de um leque diversificado de parceiros, entre os quais se destacam os seguintes: Grupo MEGA, Tropigália, Socimpex, Lactopaiva, Wine Lovers, Midway, Cosel, YAO e Inspiration Locações. Foram patrocinadores o banco UBA Moçambique, a HEINEKEN Moçambique, o Grupo CFAO e o Hotel Cardoso.
A abertura oficial esteve a cargo do Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar, que destacou o potencial transformador da cultura do vinho para o turismo nacional e o posicionamento de Moçambique como destino de experiências sofisticadas e sustentáveis. Com perto de 500 participantes, a programação decorreu entre jardins e salas de conferência, interligando momentos de degustação, aprendizagem, reflexão e celebração. O recinto contou com 10 espaços dedicados à prova de vinhos, onde os distribuidores e representantes apresentaram os rótulos que comercializam em Moçambique, dando a conhecer ao público uma selecção alargada de referências internacionais. O bilhete incluía três provas à escolha, com a possibilidade de se adquirirem mais, assim se promovendo uma experiência livre e personalizada.
Um dos pontos altos do evento foi o percurso interactivo “Da Uva ao Brinde”, uma viagem educativa concebida pelo Grupo CFAO que atravessava 10 estações temáticas tratando desde castas e vindima até ao engarrafamento e serviço. Guias especializados acompanharam os visitantes, tornando a experiência muito informativa, envolvente e memorável. Quanto a surpresas refrescantes, destacou-se uma banca que servia sorvete de vinho e de espumante, muito apreciada pelos visitantes ao longo da tarde.
Em paralelo ao que ia decorrendo nos jardins, três breves e interessantes sessões dinamizaram a sala de conferências: primeiro, “Como degustar vinho”, orientada por A Malta do Vinho; depois, “As marcas da HEINEKEN Moçambique”; e a terceira, com o contributo do Grupo MEGA, dedicada aos vinhos portugueses das regiões do Douro, Dão e Alentejo.
Os discursos protocolares e a cerimónia de entrega de prémios, que distinguiram os melhores vinhos em prova, decorreram no mainstage. O júri técnico atribuiu o prémio ao Totus Pinotage, apresentado pelo Wine Lovers, enquanto o público elegeu como favorito o tinto Fado, do Grupo Midway — dois nomes que se destacaram pela qualidade, equilíbrio e carácter.
A actuação ao vivo do Deodato Siquir Trio, grupo moçambicano de jazz, trouxe ao festival uma atmosfera elegante e envolvente, sublinhando a sofisticação do evento sem quebrar a leveza e informalidade do ambiente. Áreas de gastronomia, arte e sustentabilidade, espaços verdes e zonas de relaxamento permitiram cruzar o vinho com ricas experiências sensoriais, criatividade e consciência ambiental. Além disso, a presença da nova gama de viaturas Toyota, numa mostra interactiva que permitia ao público agendar test drives no local, enriqueceu a experiência com um toque de inovação no domínio da mobilidade.
O festival distinguiu-se ainda por integrar uma formação teórico-prática em vinicultura, realizada ao longo de três dias, envolvendo instituições de ensino técnico-profissional e superior. A primeira sessão teve lugar na Escola Portuguesa de Moçambique (EPM-CELP), no âmbito do curso técnico de Turismo, tendo os dois dias seguintes decorrido no Ministério da Economia, com participação activa do INATUR (Instituto Nacional do Turismo) e das seguintes instituições de ensino: UEM – Escola de Hotelaria e Turismo de Inhambane, IFPELAC, Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane, Instituto Técnico Profissional de Marracuene e Instituto Comercial da Cidade de Maputo. Professores e alunos puderam, depois, aplicar os conhecimentos adquiridos directamente nas actividades do festival — uma ponte prática entre o saber e a acção, a sala e o mercado
A terminar, o Néctar deixa uma certeza: esta primeira edição foi apenas o começo. A organização já fez saber que pretende tornar o festival anual, ambicionando inscrevê-lo como referência turística na região e ponto de encontro obrigatório para apreciadores e profissionais da cultura vínica. E as novidades não se ficam por aqui. Está já confirmado o próximo grande evento da equipa: um festival dedicado à cultura da cerveja, que terá lugar a 25 de Outubro, no Galeria de Maputo. Mais detalhes serão revelados em breve — mas uma coisa é certa: depois do vinho, Moçambique prepara-se para brindar também à cerveja, com a mesma paixão e excelência.
