O papel das mulheres na banca deixou de ser uma questão de representação. É hoje uma questão de impacto, decisão e criação de valor. Procurámos compreender como essa evolução se traduz, na prática, na forma como uma instituição financeira se organiza, decide e cresce.
No Mês da Mulher Moçambicana, entrámos no universo do Millennium bim com um objectivo claro: compreender, a partir de dentro, como se constrói uma instituição onde o talento feminino está integrado de forma consistente na sua identidade e na sua estratégia de crescimento. Mais do que observar, quisemos escutar, perceber dinâmicas e identificar o papel concreto que as mulheres desempenham no funcionamento e na evolução do banco.
A nossa visita começa na sede da instituição, onde fomos recebidos por Liliana Catoja, Administradora Executiva do banco, que nos acolhe e nos conduz. A partir da sua visão, percebemos o lugar do contributo feminino numa organização que cresce com base na diversidade de experiências, na valorização do mérito e na criação de oportunidades reais de desenvolvimento. Mais do que presença, o contributo feminino surge aqui associado à capacidade de influenciar decisões, orientar prioridades e contribuir para a construção de uma organização mais preparada para os desafios do sector financeiro.
“Neste Mês da Mulher Moçambicana, abrimos as portas do Millennium bim para mostrar o papel das mulheres no crescimento do banco”, disse-nos a Administradora, e, ao longo da conversa, percebemos um percurso construído com intenção. A presença feminina acompanha níveis crescentes de responsabilidade e traduz-se numa participação activa nos processos de decisão, na definição de prioridades e na orientação estratégica de diferentes áreas do banco. Nas palavras de Liliana Catoja, “Em diferentes áreas e níveis de responsabilidade, são muitas as mulheres que contribuem diariamente para a evolução da nossa instituição.” É a partir desta visão que começamos a compreender os percursos individuais que dão forma ao banco.
Percursos que constroem o banco
Ao falar com diferentes colaboradoras, percebemos que entrar no Millennium bim marca, para muitas, o início de um percurso exigente e transformador. Algumas chegam com expectativas bem definidas, outras com vontade de explorar novas possibilidades e construir o seu caminho dentro de uma estrutura sólida. Ser mulher na banca é também abrir caminhos, como refere Daniela Ahmed, Compliance Officer. Com o tempo, essas expectativas ganham forma através da experiência acumulada, da aprendizagem contínua e do trabalho em equipa. Os desafios fazem parte do crescimento, como sublinha Soraia Sulemane, Secretária da Sociedade. Cada trajecto desenvolve-se ao seu ritmo, mas há pontos de ligação claros: adaptação, crescimento sustentado por desafios e afirmação construída com consistência. À medida que os percursos evoluem, aumentam também as responsabilidades e a visibilidade do impacto individual, numa dinâmica em que o contributo de cada uma se integra num objectivo comum.
Liderança, especialização e influência
Ao longo da nossa visita, tornou-se evidente que, num sector em constante evolução como a banca, o contributo feminino assume um papel cada vez mais estruturante. A inovação cresce quando há diversidade, como explica Nídia Baronet, líder da Direcção de Banca Digital. Rigor técnico, capacidade analítica e visão estratégica cruzam-se com experiências diversas, criando respostas mais completas aos desafios do mercado. A tecnologia também tem rosto feminino, acrescenta Erica Pequenino, 1ª responsável da Direcção de Segurança de Informação e Continuidade de Negócio. Em áreas como risco, banca digital, compliance, marketing ou tecnologia, encontramos mulheres que lideram equipas, orientam projectos e participam activamente na construção de soluções. A qualidade começa nas pessoas, como reforça Sheila Chemane, Directora de Qualidade do Banco. A sua intervenção sente-se no funcionamento das equipas, na definição de processos e na forma como os desafios são analisados e ultrapassados. O impacto constrói-se com visão, como observa Maria Simões, que lidera a Direcção de Tesouraria, Mercados e Internacional. Diferentes perspectivas contribuem para decisões mais equilibradas e para respostas mais eficazes. Essa diversidade surge como um dos pilares centrais da forma como o banco se adapta e evolui.
Diversidade que gera valor
Num contexto cada vez mais exigente, torna-se evidente que a diversidade é um activo estratégico, com impacto directo na forma como as equipas pensam, decidem e entregam resultados. Diferentes percursos, experiências e formas de pensar alimentam um ambiente dinâmico, preparado para responder a realidades em constante mudança. As mulheres trazem novas perspectivas, como destaca Virgínia Cardoso, Directora de Marketing de Empresas e Corporate. No Millennium bim, essa diversidade ganha expressão numa presença feminina qualificada e activa, com impacto em diferentes níveis da organização. O alinhamento entre equipas, aliado à complementaridade de competências, sustenta uma dinâmica de trabalho consistente, orientada para resultados. O cliente está sempre no centro, como sublinha Eugenia Ah-Hoy, que lidera a Direcção de Serviço ao Cliente Corporate. E é essa dinâmica que se reflecte na cultura que se vive no dia-a-dia.
Uma cultura que se constrói em conjunto
Ao longo da nossa visita, sentimos um ambiente onde a colaboração, o rigor e a proximidade coexistem de forma natural. A cultura organizacional revela-se nas práticas, nas relações entre equipas e na forma como o trabalho acontece. Como sublinhou Liliana Catoja, “Estas são algumas das mulheres do Millennium bim. Muitas outras caminham lado a lado, todos os dias. E é nesta união que nasce a força que impulsiona o banco para o futuro.” Percebemos uma base assente na confiança, na partilha de conhecimento e numa visão comum que orienta o crescimento colectivo. É dessa base que emergem percursos que ultrapassam o contexto do banco.
Um reflexo de algo maior
As mulheres que encontramos no Millennium bim espelham uma transformação mais ampla, visível em diferentes sectores da sociedade moçambicana. Cada percurso traduz uma evolução marcada por maior participação, responsabilidade e influência. Ao dar visibilidade a estas trajectórias, procuramos também reforçar uma mensagem de continuidade, onde o crescimento individual contribui para uma mudança colectiva. Essa leitura acompanha-nos até ao final desta visita.
Um banco que cresce com as mulheres
No final desta visita, fica clara uma ideia essencial: o crescimento do Millennium bim acompanha o desenvolvimento das suas pessoas. Entre elas, as mulheres assumem um papel central na construção de uma organização sólida, dinâmica e orientada para o futuro. O percurso colectivo ganha força na consistência, na dedicação e na capacidade de transformar experiência em valor. É nesse caminho que se constrói, todos os dias, um banco que cresce com as mulheres.
