Morreu Dilon Djindji, o lendário "King da Marrabenta", na madrugada de quarta-feira, aos 97 anos de idade, no Hospital Central de Maputo. Considerado uma das maiores referências da música moçambicana, Djindji foi pioneiro na difusão da Marrabenta, ritmo tradicional do Sul de Moçambique, levando-o a ser amplamente reconhecido dentro e fora do país. Ao longo da sua longa carreira, conquistou gerações com canções como "Maria Teresa", "Angelina" e "Podina", que retratam o quotidiano moçambicano.
Nascido a 14 de Agosto de 1927, em Marracuene, Dilon começou a sua relação com a música ainda jovem, improvisando a sua primeira guitarra aos 12 anos. Com o tempo, foi-se afirmando como uma figura central no cenário cultural moçambicano, também ganhando notoriedade internacional com o grupo Mabulu, com o qual actuou em países como Portugal, Inglaterra e Alemanha.
A sua vida, porém, foi multifacetada: além de músico, foi pastor, mineiro, jogador de futebol e pugilista. A dedicação à música valeu-lhe várias distinções, incluindo a "Medalha de Mérito de Artes e Letras", atribuída pelo Governo moçambicano.
Dilon Djindji deixa um legado inestimável à música de Moçambique e uma memória de perseverança e paixão pela arte.
