Nos corredores das minas de Moçambique, o futuro assemelha-se a uma veia dourada. Uma refinaria de ouro, a primeira de seu tipo, está em processo de negociação para a sua implantação neste território. A Unidade de Gestão do Processo Kimberley, Metais Preciosos e Gemas (UGPK), liderada pelo Secretário executivo Castro Elias, tem atraído a atenção dos investidores globais, um eco do significativo avanço que o sector mineiro tem realizado no país.

As projecções para 2023 são impressionantes: espera-se uma produção de 1.341,80Kg de ouro e um aumento de 186,0% na produção de rubis, o que representa 12.636.051 quilates. O carvão mineral não fica atrás, com taxas de crescimento previstas de 18,0% para o carvão coque e de 28,0% para o carvão térmico.

Castro Elias, realçando a importância do sector, expressou a convicção de que a produção justifica plenamente o investimento. Ele mencionou que negociações estão em andamento com uma empresa que tem planos de estabelecer uma refinaria de ouro em Moçambique. A relevância deste projecto é evidente, pois forneceria ao Banco de Moçambique uma oportunidade valiosa de aumentar as suas reservas, segundo o gestor.

A produção de ouro tem excedido todas as previsões: em 2022, chegou-se a 1.263 kg, um marco histórico para Moçambique, e espera-se que para 2023 se atinja 1.341,80 kg.

O sucesso do sector deve-se não apenas à abertura de novas minas, mas à intensificação do rastreio pela UGPK. Este procedimento possibilita conhecer os produtores, as quantidades, os compradores e o destino final do produto, permitindo aferir a produção real e recuperação de dados não declarados.

A aposta no sector mineiro promete um crescimento global de 23,1% em 2023. A UGPK pretende intensificar ainda mais as acções de rastreio para maximização da colecta de dados.

O número de exportadores de ouro tem crescido, resultado do trabalho de acompanhamento realizado pela UGPK: de dois em 2021, passou-se para 11 em 2022, e espera-se que chegue a 16 em 2023.

A produção de areias pesadas também deverá aumentar, devido ao início de produção nas novas concessões e ao aumento da produção da maior empresa de extracção de areias pesadas, reflectindo a adaptação às medidas de mitigação da pandemia e o aumento da demanda no mercado internacional.

Também se prevê um crescimento na produção de grafite na ordem de 48,0%, após a retoma da maior empresa produtora deste recurso mineral.

O desenvolvimento do sector mineiro moçambicano, portanto, parece robusto e promissor, de acordo com as projecções actuais. As minas de Moçambique brilham com promessas de um futuro dourado.