Moçambique está a emergir como um actor-chave no mercado global de gás natural liquefeito (GNL), graças ao seu imenso potencial energético, que será amplamente discutido no fórum "Invest in African Energy" (IAE) 2024, em Paris, de 14 a 15 de Maio. Este evento procura atrair mais investimento para o sector energético africano, com Moçambique em destaque devido às suas reservas significativas de gás natural, que são as terceiras maiores de África, ultrapassando os 100 biliões de pés cúbicos.
O país já despertou o interesse de investidores de todo o mundo, incluindo a empresa nigeriana Aiteo, que recentemente adquiriu uma participação operacional no bloco de gás de Mazenga. Moçambique conta actualmente com três projectos de desenvolvimento aprovados na bacia do Rovuma, sendo que dois deles prevêem processar o gás natural para exportação em estado líquido.
Um desses projectos é liderado pela TotalEnergies, no consórcio da Área 1, cujas obras foram suspensas após um ataque armado em Março de 2021, com a empresa a declarar que retomaria apenas quando as condições de segurança fossem garantidas. Outro projecto, ainda sem data de início anunciada, é liderado pela ExxonMobil e Eni no consórcio da Área 4.
O terceiro, e de menor dimensão, também pertencente ao consórcio da Área 4, é uma plataforma flutuante de captação e processamento de gás directamente no mar, que já começou a operar em Novembro de 2022.
Este fórum em Paris representa uma oportunidade crucial para Moçambique destacar o seu papel no mercado energético global e atrair mais investimentos para explorar o seu vasto potencial de GNL, contribuindo para o desenvolvimento económico do país e para a diversificação do fornecimento de energia a nível mundial.
