O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, deu início à construção do Centro de Coordenação de Monitorização, Controlo e Vigilância das Pescas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) ao colocar a primeira pedra do projecto no distrito de Katembe, em Maputo. Este acto simbólico marcou o arranque oficial das obras deste organismo regional dedicado aos recursos piscatórios.
O centro, cujo investimento ronda os 113 milhões de meticais moçambicanos (cerca de 1,8 milhões de dólares americanos), visa coordenar esforços e medidas com o objectivo de melhorar a monitorização, o controlo e a inspecção das pescas para erradicar actividades de pesca ilegais e não declaradas.
Durante o seu discurso na cerimónia, Nyusi destacou que actividades como a exploração de hidrocarbonetos, o turismo e a pesquisa científica estão sujeitas a comportamentos e práticas ilegais, como o tráfico de drogas, pirataria, pesca ilegal e poluição. Estas questões obrigam a uma luta contra actividades ilícitas no mar e a adopção de medidas rigorosas.
O Presidente enfatizou também a necessidade de uma exploração marítima sustentável, essencial para que o mar continue a ser uma fonte primária de alimento e rendimento para o país. O centro foi criado em 2023 pelos estados-membros da SADC e será financiado pelo Banco Mundial. Moçambique, com uma costa de cerca de 2.700 km, depende grandemente do mar para o seu sustento.
A Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso, afirmou na cerimónia que o acto de colocar a primeira pedra abre uma nova página no processo de trabalho conjunto regional pelos estados-membros. Segundo a ministra, Moçambique perde anualmente cerca de 60 milhões de dólares americanos devido a actividades de pesca ilegal.
