O governo de Moçambique está a estudar a experiência do Brasil com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para aperfeiçoar o seu próprio programa de bolsas de estudo, conhecido como Programa de Bolsa Empréstimo (PBE). Este interesse surgiu após uma reunião realizada na terça-feira, 2 de Abril, onde membros do Ministério da Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Moçambique, incluindo Juma Muteliha, director-geral adjunto do Instituto de Bolsas de Estudo (IBE), e Amélia Zandamela, primeira secretária da Embaixada de Moçambique em Brasília, foram recebidos por representantes do Ministério da Educação (MEC) do Brasil.
O encontro focou-se na troca de experiências e conhecimentos sobre o financiamento estudantil, com o objectivo de enfrentar os desafios educacionais em Moçambique e promover o acesso equitativo à educação superior. Durante a visita, Adilson Santana de Carvalho, coordenador-geral de Políticas de Educação Superior do MEC, apresentou um panorama dos programas de acesso à educação superior no Brasil, incluindo o Fies e o Programa Universidade Para Todos (Prouni), e discutiu possíveis iniciativas que podem ser úteis para Moçambique.
A reunião permitiu uma profunda discussão sobre vários aspectos dos programas de financiamento, como os critérios de elegibilidade, o processo de selecção, as condições de reembolso dos empréstimos e os modelos de acordo com instituições financeiras. Além disso, foi abordado o acompanhamento do progresso académico e profissional dos beneficiários após a graduação.
A delegação moçambicana também planeia visitar universidades e centros de pesquisa no Brasil para continuar a troca de experiências e aprender mais sobre a gestão de bolsas de estudo. Com 3.149 estudantes sob a coordenação do IBE, dos quais 48,1% estão fora de Moçambique e 51,9% no país, a iniciativa visa fortalecer a comunidade académica moçambicana e ampliar as oportunidades para os seus estudantes.
