Moçambique e Malawi deram um novo passo no fortalecimento das relações comerciais, com a assinatura, na quinta-feira, na cidade de Tete, de um memorando de entendimento sobre medidas sanitárias e fitossanitárias. O acordo visa facilitar a circulação de produtos agrários, reduzir barreiras comerciais e reforçar os mecanismos de segurança sanitária entre os dois países.

A iniciativa deverá contribuir para tornar mais eficiente o transporte e a comercialização de mercadorias, sobretudo ao longo dos corredores da Beira e de Nacala, duas importantes vias logísticas que asseguram a ligação do Malawi aos mercados regionais e internacionais, através dos portos moçambicanos.

Para o Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Acubar Baptista, o sucesso desta cooperação depende de uma articulação eficaz entre as instituições dos dois países. O dirigente defende uma coordenação institucional capaz de simplificar os procedimentos comerciais e criar condições favoráveis à circulação de produtos agrícolas.

Do lado malawiano, a Secretária Permanente responsável pelo sector da Agricultura destaca a importância de uma abordagem conjunta na gestão dos riscos sanitários e fitossanitários. A responsável considera que o reforço da cooperação permitirá melhorar a capacidade de Moçambique e do Malawi para prevenir e controlar pragas que representam uma ameaça à produção agrícola e às trocas comerciais.

O sector privado manifesta igualmente expectativas positivas em relação ao memorando, considerando que a sua implementação poderá fortalecer os mecanismos de controlo de qualidade e aumentar a segurança dos produtos comercializados entre os dois mercados.

A assinatura do instrumento insere-se no Projecto de Comércio e Conectividade da África Austral, uma iniciativa financiada pelo Banco Mundial e implementada pelo Ministério dos Transportes e Logística, que procura melhorar as condições de circulação de mercadorias e reforçar a integração comercial na região.