Numa demonstração de resiliência e unidade notável, os variados intervenientes na esfera produtiva do algodão moçambicano conseguiram chegar a um entendimento sobre o preço-base que será atribuído ao algodão em estado bruto, numa iminente fase de comercialização que se aproxima. 

As negociações ocorreram na véspera, na capital, Maputo, e foram conduzidas pela mão segura e esclarecida do Ministro da Agricultura, Celso Correia. O desfecho? Uma concertação harmoniosa: produtores de algodão e as companhias que adquirem este valioso produto concordaram em manter o valor praticado no ano anterior. 

O preço acordado foi de trinta e três meticais por quilo de algodão, o que equivale aproximadamente a cinquenta e dois cêntimos de dólar americano. A Associação Algodoeira Moçambicana (AAM), representando os interesses das empresas, ambicionava uma redução para vinte e sete meticais por quilo. 

No entanto, no culminar destas importantes discussões, o Ministro Correia anunciou, com firmeza, que o valor mínimo a ser desembolsado pelos valorosos agricultores de algodão permaneceria constante. "A manutenção do preço do algodão em bruto é a estratégia encontrada pelo Governo para incentivar a produção doméstica e salvaguardar os rendimentos dos produtores", afirmou o ministro, com convicção. 

Em sintonia com este sentimento, o presidente do Fórum Nacional dos Produtores de Algodão (FONPA), Benison Simoco, expressou a sua satisfação com o desfecho das negociações. Viu neste acordo um instrumento valioso para impulsionar os agricultores a elevar a sua produção e fomentar uma maior acumulação de poupanças.