No mais recente relatório do Índice da Democracia, publicado pela The Economist Intelligence Unit, Moçambique registou uma subida de quatro posições, ocupando agora o 113.º lugar entre 167 países avaliados. Apesar desta ascensão, o país conservou a mesma pontuação do ano anterior.

O Índice da Democracia é uma análise anual que contempla o estado da democracia em 167 países, com base em cinco categorias: Processo Eleitoral e Pluralismo, Funcionamento do Governo, Participação Política, Cultura Política e Liberdades Civis. Moçambique, com uma pontuação final de 3,51, encontra-se abaixo da média regional da África Subsaariana, que é de 4,04, posicionando-se em 23.º lugar entre 44 nações desta região.

Dentro das categorias avaliadas, Moçambique destacou-se em "Participação Política" e "Cultura Política", ambas com cinco pontos, mas em outros indicadores recebeu avaliações mais baixas, o que mostra a necessidade de melhorias em vários aspectos.

A nível global, o topo do índice é dominado pelos países nórdicos, com a Noruega a liderar, seguida por Nova Zelândia e Islândia. Quanto à África Subsaariana, as Ilhas Maurícias encabeçam o ranking regional, sendo o único país considerado uma democracia plena na região.

Apesar dos desafios, a presença de Moçambique neste índice e a sua subida na classificação reflectem um contexto de constante avaliação e potencial para desenvolvimento democrático. O país encontra-se à frente de nações como o Zimbabué e o Essuatíni, mas ainda atrás de vizinhos como a Tanzânia e a Zâmbia, indicando um espaço significativo para progresso na consolidação democrática.