Moçambique enfrenta um teste decisivo à sua capacidade de modernização logística. O aviso foi deixado esta terça-feira pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que, em Maputo, defendeu ser “imperativo acelerar” a transformação dos corredores logísticos, sob pena de o país perder competitividade face aos portos da região.

Falando durante o lançamento da primeira pedra da fase “1A” do projecto de expansão do Terminal de Contentores do Porto de Maputo, Matlombe apontou a concorrência crescente de infra-estruturas sul-africanas como Richard’s Bay e Durban, bem como do emergente corredor do Lobito, em Angola, como sinais claros de que o país já não pode adiar decisões estratégicas.

“A expansão que hoje testemunhamos é um passo firme, mas não o último”, disse, alertando que Moçambique terá de continuar a investir em eficiência, nomeadamente através da digitalização dos processos portuários. O governante sublinhou que o Porto de Maputo deve funcionar como exemplo nacional, defendendo uma logística “produtiva, segura, transparente e ambientalmente responsável”.

Para o ministro, a integração tecnológica do sector não é apenas uma opção, mas uma condição de sobrevivência económica. “É preciso simplificar, automatizar, e sobretudo transformar digitalmente todo o ecossistema logístico”, rematou.