A Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), representando o Governo do Japão, realizou uma missão de avaliação na província de Tete, em Moçambique, com o objectivo de inspeccionar a implementação dos planos ambientais e sociais do projecto hidroeléctrico Mphanda Nkuwa. Durante a visita, os representantes japoneses reuniram-se com membros da comunidade local, autoridades e a equipa do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), tendo sido discutidos os avanços do projecto e a estruturação do mesmo.
A delegação focou-se particularmente na capacitação institucional, no desenvolvimento de um plano director e nas possibilidades de formação técnica para moçambicanos no sector energético. Adicionalmente, houve uma abertura por parte do Japão para colaborar estreitamente com a Electricidade de Moçambique (EDM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), visando facilitar os trabalhos de construção da barragem.
Este projecto ambicioso surge como uma resposta às crescentes necessidades energéticas de Moçambique, prometendo não só a geração de energia renovável, mas também a preservação ambiental na região. O investimento financeiro, estimado em 4,5 mil milhões de euros, evidencia a magnitude e a capacidade do projecto de se tornar um eixo central no mercado energético, atraindo tanto investimento nacional quanto estrangeiro.
A construção deste empreendimento, prevista para durar cinco anos e com início de operação marcado para 2031, promete um significativo impulso económico local, através da criação de empregos e do estímulo às economias regionais pela demanda de bens e serviços. A infra-estrutura inclui uma barragem a fio de água no rio Zambeze e uma central hidroeléctrica capaz de produzir até 1500 Megawatts de energia, além de uma extensa linha de transmissão de energia de alta tensão que ligará Tete a Maputo.
Além disso, em Dezembro, o Governo moçambicano e um consórcio liderado pela Electricidade de França (EDF), que inclui a TotalEnergies e a Sumitomo Corporation, firmaram acordos para a execução deste projecto, com estas empresas internacionais detendo 70% da hidroeléctrica e os restantes 30% a serem mantidos pela HCB e a EDM em nome do Estado moçambicano.
