Com um olhar estratégico para o futuro digital do país, o Governo moçambicano lançou um concurso público com vista à instalação de infra-estruturas de banda larga em 301 localidades rurais. Trata-se de uma iniciativa liderada pelo Ministério das Comunicações e da Transformação Digital, com financiamento assegurado pelo Banco Mundial, no âmbito do ambicioso Projecto de Aceleração Digital de Moçambique.
De acordo com o documento oficial do concurso, o projecto será implementado em três fases. O primeiro lote cobre 95 localidades situadas nas regiões sul e centro. O segundo lote, focado exclusivamente na zona centro, contempla outras 101 localidades. Por fim, o terceiro lote prevê a instalação de banda larga em mais 101 localidades no norte do país.
O objectivo, segundo o Ministério, é claro: reduzir o fosso digital e promover o acesso equitativo às comunicações de alta velocidade e a serviços de voz em comunidades actualmente sem cobertura. A medida integra também o Programa Internet para Todos 2030, lançado em 2025 pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que ambiciona garantir acesso a telecomunicações de alta velocidade e a serviços digitais essenciais – como educação e informação – a mais de 90% da população das localidades abrangidas.
Num esforço paralelo, o Governo já havia instalado, até Novembro, 143 novas antenas de telecomunicações em todas as províncias do país. A revelação foi feita pelo Ministro das Comunicações, Américo Muchanga, que sublinhou o impacto positivo na cobertura e na qualidade dos serviços prestados. Acrescentou ainda que foram realizadas 500 assinaturas digitais com validade jurídica, reforçando o compromisso do Executivo com a modernização dos serviços públicos e a inclusão digital.
A meta é ambiciosa, mas aponta para um horizonte mais igualitário, onde a conectividade não será privilégio das zonas urbanas, mas um direito efectivo de todos os moçambicanos.
