Doadores afirmam que a pacificação em Moçambique continua mesmo após o encerramento da última base da Renamo. O trabalho em prol de uma paz duradoura no país deve prosseguir, virando-se agora a atenção para a reconciliação, a descentralização e a reintegração socioeconómica a longo prazo como factores essenciais para uma paz sustentável.

Os doadores ressaltaram a importância da inclusão, especialmente das mulheres e raparigas, bem como do respeito pela diversidade e pelos direitos humanos. Destacaram que a plena e significativa participação de todos os cidadãos na vida social, económica e política da sociedade é fundamental para fortalecer a resistência, a paz e a justiça.

O Grupo Internacional de Doadores do Processo Nacional de Paz de Moçambique é composto pelo Canadá, a União Europeia (UE), a Finlândia, a Alemanha, a Irlanda, a Itália, a Suécia, a Suíça, o Reino Unido e os Estados Unidos da América (EUA). Além desses países, a Holanda e a Noruega também contribuem como doadores.

Com o encerramento da base de Vunduzi, localizada na província de Sofala, e a desmobilização de todos os antigos combatentes, foi alcançado um marco importante do Acordo de Maputo, assinado em 2019. A cerimónia de encerramento simbolizou o término do processo de desmobilização de 5.221 guerrilheiros que estavam em bases remotas. Esses combatentes iniciaram a entrega das suas armas há quatro anos, quando o acordo de paz foi firmado.

A próxima fase do processo é a reintegração, que incluirá o pagamento de pensões aos desmobilizados. A comunidade internacional reafirma o seu compromisso em apoiar Moçambique nessa etapa crucial, procurando construir uma sociedade mais pacífica, justa e resiliente. A paz duradoura é um objectivo fundamental para o desenvolvimento e o bem-estar de toda a nação moçambicana.