O Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU) lançou um programa de formação acelerada de médicos especialistas no exterior, com o intuito de suprir a escassez de profissionais em áreas críticas da saúde. O projecto, com duração de cinco anos, foi anunciado pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, durante a sua participação no programa “Cartas na Mesa” da Rádio Moçambique.

As especialidades prioritárias incluem anestesiologia, cuidados neonatais, enfermagem e cuidados intensivos. A carência de especialistas nesses sectores tem sido uma das grandes preocupações do governo, que procura fortalecer o Sistema Nacional de Saúde com profissionais qualificados.

Actualmente, cerca de 500 médicos estrangeiros trabalham em Moçambique para atender à demanda. No entanto, o governo pretende reduzir essa dependência através da capacitação de profissionais nacionais, garantindo maior sustentabilidade e autonomia no sistema de saúde.

Paralelamente, o MISAU está a implementar um sistema electrónico para monitorizar a distribuição de medicamentos, visando combater o desvio de fármacos nas unidades sanitárias. Esta iniciativa insere-se num conjunto de medidas para melhorar a eficiência do sector e assegurar um atendimento de qualidade à população.

Nos últimos anos, o número de médicos especialistas moçambicanos ultrapassou o de estrangeiros, embora ainda esteja aquém da meta global definida pelo Plano Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Humanos da Saúde (PNDRHS) 2016-2025. Este plano prevê o reforço da formação de técnicos de saúde e o fortalecimento das instituições de ensino para responder melhor aos desafios do sector.

O governo moçambicano reitera o compromisso de investir na qualificação dos profissionais de saúde, com o objectivo de proporcionar um serviço mais eficaz e acessível a toda a população.