As críticas à liderança de Gianni Infantino ganharam um novo e contundente capítulo. Max Scott, jornalista da talkSPORT e correspondente desportivo da Times Radio, lançou um duro ataque ao presidente da FIFA durante uma intervenção na rádio britânica, defendendo que a comunidade futebolística deve unir esforços para afastá-lo da liderança do organismo que rege o futebol mundial.

Sem esconder a indignação, Scott afirmou que o comportamento de Infantino "não surpreende" e considerou que o dirigente tem prejudicado o futebol através de decisões que, na sua opinião, favorecem interesses comerciais e afastam os adeptos da modalidade. O jornalista descreveu ainda o presidente da FIFA como "uma vergonha para o futebol".

Entre as principais críticas, Scott alegou que assistir aos jogos se tornou cada vez menos inacessível devido ao elevado custo dos bilhetes, responsabilizando a liderança da FIFA por tornar a experiência menos acessível aos adeptos. Acusou ainda Infantino de permitir que os bilhetes oficiais da organização sejam vendidos através de plataformas de revenda, alegando que esse modelo beneficia financeiramente a própria FIFA.

O jornalista criticou igualmente o crescente peso dos interesses comerciais no futebol. Segundo Scott, medidas como as pausas para hidratação foram introduzidas para aumentar a exposição dos patrocinadores e gerar mais receitas, em detrimento da dinâmica natural dos encontros.

Na mesma intervenção, o comentador acusou ainda Gianni Infantino de demonstrar excessiva proximidade com interesses políticos e de permitir interferências externas na modalidade, considerando que essa postura compromete a independência e os valores que sempre caracterizaram o futebol.

A concluir, Max Scott endureceu ainda mais o discurso, classificando Infantino como uma "figura embaraçosa" para o desporto e defendendo que o presidente da FIFA deve abandonar o cargo. "Tem de sair deste desporto. É uma vergonha", afirmou, apelando à comunidade futebolística para que actue no sentido de promover uma mudança na liderança da FIFA.