O futebol português acordou esta quinta-feira mergulhado numa comoção profunda. Diogo Jota, avançado internacional de 28 anos e uma das figuras mais queridas da geração actual, perdeu a vida juntamente com o irmão, André Silva, de 26, num violento acidente de viação em Espanha.
O sinistro ocorreu à meia-noite e meia, hora local, na autoestrada A52, ao quilómetro 65, nas proximidades de Palacios de Sanabria, província de Zamora. De acordo com as primeiras informações fornecidas pela Guardia Civil, um rebentamento de pneu durante uma ultrapassagem poderá ter estado na origem do acidente. O automóvel em que seguiam os dois irmãos incendiou-se, e nenhum dos ocupantes sobreviveu.
Diogo Jota encontrava-se em plena actividade ao serviço do Liverpool, clube que representava desde a época 2020/21. Em 22 de Junho passado, casara-se com Rute Cardoso, com quem tinha três filhos. O irmão, André Silva, também era futebolista profissional, alinhando pelo Penafiel, da segunda divisão portuguesa.
A notícia, inicialmente avançada pelo jornal espanhol Marca, rapidamente gerou uma onda de choque em todo o mundo do desporto, com reacções emocionadas de clubes, treinadores, colegas de equipa e milhares de adeptos.
Cristiano Ronaldo foi um dos primeiros a manifestar-se publicamente:
“Não faz sentido. Ainda agora estávamos juntos na Seleção, ainda agora tinhas casado. À tua família, à tua mulher e aos teus filhos, envio os meus sentimentos e desejo-lhes toda a força do mundo. Sei que estarás sempre com eles. Descansem em paz, Diogo e André.”
José Mourinho, em nota de pesar, qualificou o acidente como “uma grande tragédia e uma injustiça imensa”.
O Liverpool, onde Jota era titular e querido pelos adeptos, reagiu em tom devastado:
“Estamos arrasados com a notícia trágica da morte de Diogo Jota.”
Outros gigantes do futebol europeu, como Real Madrid, Barcelona, Juventus, Milan, Inter, PSG, Manchester United e Bayern Munique, expressaram igualmente condolências. Também clubes portugueses como a Académica e o Sporting da Covilhã, e até instituições como a Federação Francesa de Futebol, se associaram à dor.
Diogo Jota deixa um legado dentro e fora das quatro linhas. Recordado por golos decisivos – como o apontado contra a Croácia pela selecção – e por uma postura exemplar, parte cedo demais, ao lado do irmão com quem partilhava não só o sangue, mas o mesmo sonho.
