O Governo de Moçambique anunciou uma notícia auspiciosa para a economia do país com a extensão por 25 anos da concessão do porto de Maputo, prevendo-se que este acordo traga mais de 7,3 mil milhões de euros (aproximadamente oito mil milhões de dólares) em benefícios directos. Segundo o vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, esta estimativa inclui rendas, dividendos e impostos directos resultantes da operação e gestão do porto.

A assinatura da adenda ao contrato de concessão com o consórcio MPDC, que agora se estenderá até 13 de Abril de 2058, é um marco significativo para a infra-estrutura nacional, simbolizando não apenas um voto de confiança na capacidade de gestão e operacionalização do consórcio, mas também um sinal positivo para os investidores internacionais.

As futuras intervenções planeadas para o porto, enquadradas nesta extensão da concessão, têm o potencial de criar mais de 1.000 empregos directos e cerca de 5.000 empregos indirectos, segundo Alissone. Este aumento significativo na oferta de emprego é esperado para dar um forte impulso ao desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, reforçando o papel do país como um ponto chave na logística regional e internacional.

Esta expansão e melhoria nas operações portuárias não só fortalecerão a posição de Moçambique como um hub logístico estratégico na África Austral, mas também potencializarão o fluxo comercial na região, beneficiando directamente a economia moçambicana e indirectamente as economias dos países vizinhos através do aumento da eficiência e capacidade de movimentação de cargas.