A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) tem garantias de produção de electricidade até ao último trimestre de 2025, graças à recuperação dos níveis de água na albufeira. Após atingir, em Janeiro, uma das cotas mais baixas dos últimos tempos – 19,18 por cento –, o armazenamento subiu para 24,18 por cento, impulsionado pelas chuvas desta época.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, durante o lançamento do “Prémio Jornalismo alusivo aos 50 anos da HCB”, em Maputo. O responsável mostrou-se optimista, sublinhando que as previsões meteorológicas apontam para mais precipitação, especialmente a montante, o que deverá reforçar ainda mais os níveis da albufeira.
“Aos poucos, estamos a sair de um cenário crítico, que nos forçou a rever o plano operacional e a reduzir a exportação de electricidade desde Julho do ano passado. Com as chuvas de Fevereiro, conseguimos recuperar, e os dados apontam para uma tendência positiva”, explicou Matola.
O aumento dos caudais do Zambeze, alimentado por afluentes como o rio Aruângua, proveniente da Zâmbia, reforça a capacidade da barragem em responder à procura energética, tanto a nível interno como na África Austral.
“Mesmo que os encaixes de água não aumentem significativamente, não há motivo para alarme. A produção interna está assegurada sem restrições até ao final do ano. Poderemos exportar menos e perder receitas externas, mas o fornecimento aos moçambicanos não será comprometido”, garantiu o presidente da HCB.
Além de Moçambique, Cahora Bassa fornece electricidade à África do Sul e ao Zimbabwe. Está também em construção uma nova linha de transporte para o Malawi, reforçando a integração energética na região.
