A inflação em Moçambique poderá registar uma baixa este ano, alcançando uma média de 4,5%, segundo a análise da consultora Oxford Economics. Esta previsão indica uma diminuição temporária, sendo expectável um aumento para 7% em 2025, influenciado pelos grandes projectos de exploração e produção de gás natural.
Este incremento na inflação será impulsionado pela construção do projecto de gás natural liquefeito da TotalEnergies, que se iniciará no segundo semestre deste ano. O projecto exigirá uma quantidade substancial de recursos financeiros, além de bens e serviços, colocando uma pressão adicional nas cadeias de abastecimento locais. As províncias no norte de Moçambique, ainda a recuperar de conflitos, também necessitarão de supervisão e investimentos consideráveis, contribuindo para esta pressão económica.
Os analistas da Oxford Economics também alertaram para riscos adicionais que podem provocar um aumento ainda maior da inflação. Entre eles, destaca-se a continuação do conflito entre o Hamas e Israel, que pode resultar em aumentos significativos nos preços do petróleo. Adicionalmente, o fenómeno climático El Niño poderá reduzir as chuvas durante a época de plantio, resultando em aumentos nos preços dos alimentos em Moçambique.
No último registo de Março, o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique apontou uma inflação anual de 3%, uma queda em relação ao mesmo mês do ano anterior, marcando a tendência decrescente actual que poderá sofrer alterações nos próximos anos devido aos factores mencionados.
